Ibaneis e Rollemberg

Por Fred Lima

O que está em jogo na eleição de segundo turno ao governo do DF não é a corrupção contra a ética, haja vista que nem Ibaneis Rocha (MDB) ou Rodrigo Rollemberg (PSB) foram condenados por desvio de conduta, mesmo que o atual governador queira colar a pecha de amigo de bandido no candidato emedebista. A discussão é muito mais ampla e vai além do discurso anti-corrupção.

Rollemberg já teve a sua chance. É bem verdade que o chefe do Buriti herdou um governo com uma dívida estratosférica, difícil de ser gerido no início. Contudo, a crise não durou quatro anos. Se tivesse habilidade política e conhecimento administrativo, o governador teria arrumado a casa até dezembro de 2016. Não adianta agora utilizar o slogan “Casa arrumada. Hora da virada” em pleno ano eleitoral. O saneamento das contas públicas não durou esse tempo todo e não pode ser o mote de governo.

Do outro lado, Ibaneis se apresenta como o candidato da mudança. O ex-presidente da OAB/DF nunca ocupou cargos políticos, mas isso significa muita coisa? Agnelo Queiroz (PT), por exemplo, chegou a ser deputado distrital, federal e ministro de estado. Mesmo assim, deixou o governo com um alto índice de rejeição e não foi nem ao segundo turno. Um nome novo não traz consigo os vícios da velha política, algo nocivo para qualquer governo.

Brasília tem dois caminhos: manter Rodrigo por mais quatro anos ou dar um voto de confiança em Ibaneis Rocha. Se o problema fosse a falta de gestão, não de dinheiro, como apregoava o candidato do PSB no pleito passado, então seu governo deveria ter superado a crise econômica com mais rapidez e se dedicado em resolver os problemas crônicos da capital. Um mandato de longos quatro anos não pode ser justificado apenas por frases do tipo: “Não roubei”, “Não deixei o DF quebrar” etc. São obrigações de qualquer governante.

O problema da administração Rollemberg foi ter feito o óbvio e se perdido no festejo, pensando que construiu a Torre Eiffel. Não há o que comemorar. Para se ter uma ideia da bagunça governamental, só na saúde, quatro secretários foram anunciados, um recorde histórico.

Ibaneis pode trazer certa interrogação por representar o novo na política. Entretanto, o velho que está aí já disse a que veio e sabemos que não foi bom.

Hora da virada de página.

Fonte: Blog do Fred Lima

1 COMENTÁRIO

  1. Análise coerente e muito boa. O povo que durante quatro anos sofreu com a falta de escola de qualidade, atendimento nos hospitais públicos de péssima qualidade, péssimo transporte de massa além da violência que teve aumento significativo, certamente não colocará seu voto neste estilo de administração tartaruga. Então Ibanes será a única chance de mudança s ser escolhida pela população.

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