Ibaneis e Rollemberg

Por Isadora Teixeira

Governador afirmou que entrará com ações de improbidade para verificação de eventual irregularidade. Administração anterior contesta

A equipe do governador Ibaneis Rocha (MDB) afirma ter identificado um rombo nas contas do Distrito Federal de R$ 8 bilhões. O valor, divulgado na noite desta quarta-feira (30/1), refere-se a dívidas de exercícios anteriores com empresas e servidores e supera estimativa anterior do próprio emedebista, que falava em R$ 5 bilhões.

O chefe do Executivo local disse, por meio de nota, que moverá ações de improbidade para que o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) decidam “se há irregularidade ou não nas contas”.

Ibaneis sustentou que “a dívida existe e está documentada”, e frisou que ela pertence ao GDF. “Eu tenho fama de bom pagador e vou pagar tudo. Quero olhar para a frente, resolver os problemas para que a cidade possa voltar a crescer, a gerar emprego e renda”, disse.

Rodrigo Rollemberg (PSB)
Rodrigo Rollemberg (PSB)

A manifestação de Ibaneis ocorre após a equipe de governança da gestão anterior, liderada por Rodrigo Rollemberg (PSB), comemorar resultados da execução orçamentária de 2018 publicados no Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta (30).

Está marcada para a partir das 16h30 desta quinta-feira (31) coletiva na qual o secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente, falará a respeito do balanço de gestão fiscal, com o demonstrativo da dívida consolidada.

O outro lado

Para a equipe de Rollemberg, o balanço orçamentário do Distrito Federal em 2018 fechou positivo. “Ou seja, as despesas executadas no ano foram menores que as receitas arrecadadas. Isso demonstra o compromisso com o equilíbrio e recuperação fiscal do do DF, o controle das despesas e o esforço de melhoria nas receitas ao longo de quatro anos”, explicaram ex-gestores, em documento conjunto divulgado nesta quarta (30).

Eles disseram, ainda, que o índice de despesa com pessoal ficou abaixo do limite de alerta, de 43,46%. “A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foi integralmente cumprida, assim como obedecidos todos os limites legais – na educação, a obrigatoriedade de investir 25% do orçamento foi superado e chegou a 25,28%; na saúde superou-se em quase R$ 1 bilhão a aplicação da receita de impostos, sem contar o uso do FCDF; e por fim, a dívida consolidada (aquela de longo prazo, com União e instituições financeiras, realizadas pelos empréstimos) ficou em 35,17%, bem abaixo do limite de 200% da Receita Corrente Liquida (RCL), sendo dos mais baixos do país.”

Fonte: Metrópoles

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