Flávia Arruda

Com sinais positivos, a nova legislatura da Câmara dos Deputados deu início a sua agenda de mudanças e modernizações. Aos novos parlamentares, muitos desafios e responsabilidades para desenvolver um trabalho que possa atender as demandas de uma população que depositou a sua confiança nas urnas.

Em seu primeiro mandato como deputada federal, Flávia Arruda (PR/DF), apresentou os três primeiros projetos de lei e se diz motivada com o trabalho e com o aprendizado.

De acordo com informações do site G1, um total de 608 projetos foram apresentados até a última sexta-feira (7). Entre eles, projetos de lei, projetos de lei complementar, projetos de decreto legislativo e projetos de resolução.

Nesta terça-feira (11), a parlamentar concedeu uma entrevista ao Jornal Correio Braziliense e fez um panorama sobre o cenário político distrital e nacional, os principais projetos, a força e o protagonismo da bancada feminina na 56º legislatura.

Confira a entrevista completa abaixo:

Como foi a estreia na Câmara dos Deputados?

Estou muito motivada. O trabalho está só começando, mas sinto uma boa energia. Tenho tido uma ótima relação com deputadas e deputados de todos os estados e de diferentes linhas ideológicas. Também tenho procurado aprender com os mais experientes. O convívio com a bancada do DF e com a bancada feminina, em particular, está sendo muito positivo.

Votou em Rodrigo Maia (DEM/RJ) para presidente?

Votei e trabalhei pelo Rodrigo Maia, nosso amigo pessoal e um líder experiente e equilibrado para conduzir a Casa nessa fase difícil e importante para o país. Essa eleição da mesa diretora também teve especial empenho meu em lutar pela vitória da deputada Soraya Santos na primeira secretaria, a primeira mulher a ocupar o cargo na história da Câmara. A força e o protagonismo da bancada feminina serão marcantes nesta legislatura.

Qual a sua avaliação sobre o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro?

Vamos aguardar chegar o texto definitivo na Câmara. Algo tem que ser feito para diminuir a criminalidade no Brasil, mas sem retrocesso nos direitos humanos.

Tem alguma medida do pacote que você considere mais importante?

Não vou me precipitar. Vamos aguardar o texto oficial e as discussões na Câmara, que serão muito ricas.

Já apresentou seu primeiro projeto de lei?

Apresentei os três primeiros: um que define melhor o alimento integral, que visa melhorar o padrão alimentar; outro que proíbe o contingenciamento do Fundo da Criança e do Adolescente; e o que institui o dia nacional de conscientização das doenças crônicas, que é um campo no qual temos muito para avançar.

Qual é a sua opinião sobre o projeto Escola sem Partido que será discutido na Câmara?

Sou favorável a uma escola laica e sem influências políticas, mas não concordo com nenhum tipo de patrulhamento sobre os professores. É um texto que, na minha visão, merecerá ajustes para evitar excessos e qualquer tipo de censura.

Sobre o governo atual, o governador Ibaneis tem acertado ou errado mais?

O governador Ibaneis tem uma enorme vontade de fazer, tem trabalhado muito e isso é muito positivo. Quem trabalha pode até cometer um ou outro erro, o que é muito melhor que a omissão.

Acha justo restringir o passe livre estudantil?

O governo Arruda criou o passe livre estudantil. Foi um avanço. Mas hoje realmente tem excessos e fraudes, que sangram o sistema e têm que ser corrigidos. É preciso avançar na fiscalização, no atendimento e controle dos benefícios concedidos ao usuário do transporte público. O Valter (Casimiro) é um excelente secretário, já foi ministro e saberá buscar as correções no sistema.

Fonte: Ana Maria Campos / Coluna “Eixo Capital” – Correio Braziliense

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