Investimentos fazem parte da política de prevenção adotada após o desabamento de 2018.

Sob Ibaneis Rocha, GDF aplica R$ 89 mi em viadutos

Publicado em: 09/02/2026 00:073,6 Min. de Leitura

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Investimentos fazem parte da política de prevenção adotada após o desabamento de 2018. Oito anos após o desabamento no Eixão Sul, GDF investe R$ 89 milhões na recuperação de viadutos e reforça política de prevenção em Brasília.

Oito anos após o desabamento parcial de um viaduto no Eixão Sul, na região da Galeria dos Estados, o Governo do Distrito Federal (GDF) contabiliza aproximadamente R$ 89 milhões investidos em um amplo plano de recuperação, reforço estrutural e monitoramento de pontes e viadutos da capital. As ações fazem parte da política de infraestrutura implantada durante a gestão do governador Ibaneis Rocha, com foco na prevenção de acidentes e na ampliação da segurança viária.

O episódio, ocorrido em 6 de Fevereiro de 2018, expôs fragilidades em estruturas construídas há décadas e que, até então, não recebiam manutenção profunda e sistemática. Apesar de não ter registrado vítimas, o desabamento acendeu um alerta sobre o estado das chamadas “obras de arte especiais” do Distrito Federal.

Desde 2019, o GDF passou a adotar uma política permanente de inspeção e recuperação dessas estruturas, priorizando intervenções técnicas baseadas em laudos de engenharia, estudos de durabilidade e análise de riscos. O objetivo é evitar novos colapsos, preservar vidas e reduzir impactos econômicos causados por interdições emergenciais.

Recuperação estrutural como prioridade

Grande parte dos recursos foi destinada à recuperação de viadutos localizados no Eixão Norte e Sul, no Plano Piloto, considerados estratégicos para a mobilidade urbana. Segundo dados do governo, pelo menos seis estruturas já passaram por obras completas, enquanto outras seguem em processo de reabilitação.

A estratégia adotada prioriza o reforço estrutural em vez da demolição total, medida que permite reduzir custos e acelerar a liberação do tráfego. Em média, a recuperação apresenta valor inferior ao de uma reconstrução integral, sem comprometer os padrões técnicos de segurança.

Além do Eixão Sul e Norte, também receberam investimentos viadutos em regiões como Sudoeste, Sobradinho, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Itapoã, Paranoá e Jardim Botânico, além de estruturas sobre a Via N2.

Gestão e planejamento

Na avaliação do GDF, os investimentos refletem uma mudança de postura na gestão da infraestrutura urbana. Durante a atual administração, foi estruturado um sistema contínuo de monitoramento, com inspeções periódicas, uso de tecnologia para mapeamento de danos e definição de prioridades conforme o nível de risco.

Em declarações institucionais, o governo destaca que o foco não está apenas em reparar danos visíveis, mas em atuar preventivamente, prolongando a vida útil das obras e reduzindo a necessidade de intervenções emergenciais.

A gestão de Ibaneis Rocha tem defendido que a política de manutenção permanente representa economia no médio e longo prazo, além de garantir maior previsibilidade orçamentária e segurança para motoristas e pedestres.

Impactos na mobilidade

Durante os períodos de obras, motoristas enfrentaram interdições parciais, desvios e redução de faixas, especialmente no Eixão Sul, um dos principais corredores viários de Brasília. Apesar dos transtornos temporários, o GDF sustenta que as intervenções foram necessárias para evitar riscos maiores.

Especialistas em mobilidade urbana avaliam que a recuperação dos viadutos contribui diretamente para a fluidez do trânsito, reduz custos logísticos e fortalece a confiabilidade do sistema viário da capital.

Prevenção como política pública

O plano de recuperação implantado após 2018 consolidou uma nova diretriz para o setor: tratar a manutenção de pontes e viadutos como política pública permanente, e não como resposta pontual a crises.

Com a maior parte das estruturas históricas já mapeadas, o governo trabalha agora na atualização periódica dos diagnósticos técnicos, buscando antecipar problemas antes que se tornem críticos.

Para o GDF, o investimento de R$ 89 milhões simboliza não apenas a recuperação de obras, mas a reconstrução da confiança da população na segurança das vias da capital.

Fonte: Agência Brasília