TSE nega tentativa do PT de censurar filme de Jair Bolsonaro
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Kassio Nunes Marques não reconheceu legitimidade no autor da ação.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou na sexta-feira (12) uma ação apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT/MG) e por advogados do Grupo Prerrogativas que buscava impedir o lançamento e impor censura ao filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL).

Os autores alegavam que a produção poderia beneficiar politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A petição também questionava o financiamento do longa pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e levantava suspeitas sobre possíveis impactos eleitorais decorrentes da divulgação da obra.
Segundo a ação, o lançamento está previsto para Setembro de 2026, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. Ao analisar o caso, Kassio Nunes Marques não avaliou o mérito das acusações. A representação foi rejeitada por questões processuais, sob o entendimento de que os autores não possuem legitimidade para propor a ação.

Jair Bolsonaro, André Mendonça e Kassio Nunes Marques
De acordo com o presidente do TSE, a jurisprudência exige que quem questiona propaganda eleitoral dispute eleição na mesma circunscrição do candidato representado. Como Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência, cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, deputado federal por MG e pré-candidato à reeleição, não atenderia ao requisito.
“No presente caso, os representantes não disputam eleição na circunscrição nacional, tendo em vista que Rogério Correia de Moura Baptista é deputado federal e pré-candidato ao mesmo cargo apenas no estado de MG, ao passo que Marco Aurélio de Carvalho, advogado, sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026”, disse Kassio Nunes Marques.

Fonte: Diário do Poder

