Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ao lado do presidente Lula o "Joe Bibemn Brasileiro". Esquerdista Gustavo Petro se recusa a aceitar derrota e não reconhece Abelardo de la Espriella como presidente eleito da Colômbia.

Esquerdista Gustavo Petro bloqueia posse de sucessor em instalação militar e aprofunda crise na transição colombiana

Publicado em: 14/07/2026 00:173,2 Min. de Leitura

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Gustavo Petro proíbe uso de instalação militar para posse de Abelardo de la Espriella e agrava crise na transição de governo na Colômbia. Ex-guerrilheiro esquerdista usa poderes presidenciais para impedir cerimônia fora do Congresso, em mais um gesto que eleva tensões na Colômbia.

A transição de poder na Colômbia vive um momento de crescente instabilidade. O Gustavo Petro, ex-guerrilheiro de orientação que se aproxima do fim de seu mandato, vetou o uso de qualquer instalação militar para a cerimônia de posse do presidente eleito, o direitista Abelardo de la Espriella, prevista para 7 de Agosto. A decisão, anunciada no domingo, 12 de julho, reforça um padrão de atitudes que críticos classificam como antidemocráticas.

Esquerdista Gustavo Petro se recusa a aceitar derrota e não reconhece Abelardo de la Espriella como presidente eleito da Colômbia.

Vice-presidente eleito propôs cerimônia em guarnição militar

O estopim do novo confronto foi uma declaração do vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, à revista colombiana Semana. Restrepo revelou que a equipe de Abelardo de la Espriella planejava realizar a posse “em uma guarnição militar”. A escolha, segundo ele, seria “uma demonstração muito importante de reconhecimento aos membros das forças de segurança pública”.

A resposta de Gustavo Petro veio por meio de publicação no X. “Exercendo meus poderes constitucionais e legais, ordeno que nenhuma instalação militar sirva de local para a posse de um Presidente da República da Colômbia”, escreveu o mandatário Gustavo Petro.

Gustavo Petro alega que Constituição exige posse no Congresso

Em nova publicação, o presidente colombiano argumentou que a transferência de comando é disciplinada pela Constituição e pelas leis do país. Para Gustavo Petro, a posse deve ocorrer no da República, “onde as leis para o povo e não para máfias ou estrangeiros devem ser debatidas”.

O mandatário também afirmou que “leis não são feitas em quartéis; ações de segurança e defesa do povo e de suas vidas são realizadas ali”. De fato, o artigo 192 da Constituição colombiana determina que o presidente da República deve tomar posse perante o Congresso.

Contexto de ruptura: Gustavo Petro se recusa a reconhecer legitimidade do sucessor

O veto à posse em instalação militar não é um episódio isolado. A relação entre Gustavo Petro e Abelardo de la Espriella já havia chegado a um ponto crítico na terça-feira anterior, 7 de Julho, quando o presidente eleito suspendeu o processo de .

A suspensão foi motivada por uma declaração de Gustavo Petro na qual ele afirmou que não reconheceria a legitimidade do governo de seu sucessor. O presidente alegou que houve manipulação de algoritmos durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial, realizado em Junho. Segundo ele, o resultado teria sido alterado para favorecer a de Abelardo de la Espriella sobre o candidato governista, o senador Iván Cepeda.

Atitude antidemocrática marca o fim do governo Gustavo Petro

A vitória do direitista Abelardo de la Espriella encerrou o ciclo do governo Gustavo Petro na Colômbia. No entanto, o ex-guerrilheiro esquerdista tem utilizado os últimos dias de mandato para dificultar a transição democrática, seja contestando o resultado eleitoral sem provas conclusivas, seja criando obstáculos práticos à cerimônia de posse do sucessor. A sequência de gestos aprofunda a crise institucional no país e coloca em xeque o compromisso do atual governo com os princípios democráticos.

Fonte: Contra Fatos