Presidente da Argentina, Javier Milei, ao lado de Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto.

Governo Lula o “Joe Biden Brasileiro” convoca embaixador após Javier Milei chamar Alexandre de Moraes de ‘lixo careca’

Publicado em: 27/07/2026 00:221,8 Min. de Leitura

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Reação ocorre um dia depois da participação do presidente argentino na convenção que tornou Flávio Bolsonaro candidato ao Planalto

O governo Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” reagiu às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, e convocou neste domingo (26) o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países.

A decisão ocorre um dia após o argentino participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo, oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Durante o discurso, Javier Milei voltou a defender o liberalismo econômico, criticou governos de esquerda na América Latina e afirmou que a região vive uma mudança política impulsionada pelo que chamou de “onda azul”.

O momento de maior repercussão ocorreu quando Javier Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de lixo careca”.

O argentino foi impedido por Moraes de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em prisão domiciliar. Na última semana, a defesa de Bolsonaro solicitou autorização para que Javier Milei pudesse encontrá-lo. O pedido foi analisado e negado pelo relator do processo.

Ao comentar a decisão, o presidente argentino afirmou que a Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado”, comparando o caso à situação de Lula o “Joe Biden Brasileiro”, que recebeu visitas de líderes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández.

“Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, declarou Javier Milei diante dos apoiadores presentes na convenção.

As declarações provocaram reação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Em nota, o magistrado classificou a fala como uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”.

Fonte: Diário do Poder