
Mauricio Camisotti foi preso com “Careca do INSS” e admitiu fraudes contra aposentados e pensionistas.
Maurício Camisotti delatou “Careca do INSS” e admitiu crimes de R$ 400 milhões
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Delator está preso em São Paulo e já prestou mais de dez depoimentos sobre roubo bilionário a aposentados e pensionistas.
O maior operador do esquema de roubo bilionário a aposentados e pensionistas, Maurício Camisotti, já prestou mais de dez depoimentos de sua delação premiada proposta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), e apontou Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS”, como grande orquestrador do roubo a quase ‘10 milhões de vítimas‘ de descontos fraudados e não autorizados em contracheques. Segundo a CNN Brasil divulgou na quinta-feira (27), Maurício Camisotti admitiu ter movimentado ao menos R$ 400 milhões do esquema criminoso em empresas ligadas a ele mesmo.
De acordo com o Jornalista Elijonas Maia, a PF está satisfeita com as delações de Maurício Camisotti e, junto com a PGR, já estão na fase final de preparação do acordo de colaboração premiada que será submetida ao crivo do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como relator do caso o ministro André Mendonça.


Preso na carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, Maurício Camisotti não foi indiciado no inquérito sobre operadores do roubo aos beneficiários do INSS, por ter colaborado com novas informações que contribuíram com o indiciamento de 54 investigados, em dois relatórios concluídos no início deste mês de agosto. Entre eles estão Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS” e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.
Em março de 2026, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Maurício Camisotti da Penitenciária II de Guarulhos para a carceragem da PF. E está sendo mantido lá por seguir colaborando com as equipes de investigadores que atuam na superintendência paulista da corporação.

Maurício Camisotti e Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS”
Preso em setembro de 2025, Maurício Camisotti largou na frente dos demais investigados, ao assinar o primeiro acordo de delação sobre o roubo bilionário do INSS, em abril deste ano, quase um ano após a deflagração da Operação Sem desconto. E sua primeira versão da delação, conduzida pela PF, já havia sido enviada ao STF, mas a André Mendonça devolveu o acordo de colaboração para ser refeito com participação conjunta da PGR e da PF.
A CPMI do INSS estimou que o esquema rendeu entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões, entre 2015 a 2025, envolvendo 47 entidades associativas e sindicatos acusados de lesar 10 milhões de aposentados e pensionistas. E os órgãos de controle estimaram R$ 6,3 bilhões roubados de cerca de 4,1 milhões a 6 milhões de aposentados e pensionistas, entre 2014 e 2024.
Em abril, o relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL/AL), expôs sua expectativa de que Maurício Camisotti tiraria o sono de integrantes da cúpula do poder da República, em Brasília, com sua delação. O vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) cobrou que Maurício Camisotti delatasse políticos e autoridades envolvidos nos crimes monstruosos.

Operação Sem Desconto afastou Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, que acabou demitido.
