Gabriel Galípolo e Alexandre Padilha receberam empresa suspeita de crimes com PCC
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Presidente do Conselho da REAG é suspeito de operar lavagem de dinheiro para facção.
Agendas oficiais de autoridades nomeadas pelo presidente Lula (PT) registram reuniões com representantes da empresa REAG Investimentos, suspeita de operar movimentações financeiras para a facção criminosa PCC. Os encontros foram com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no ano passado e há apenas duas semanas.
Um dos representantes da firma investigada que teve o prestígio de ser atendido pelos altos agentes públicos foi João Carlos Falpo Mansur, presidente do Conselho de Administração da REAG Investimentos. Ele é suspeito de estruturar e administrar fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, principal alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada ontem (28) contra um esquema bilionário com o PCC e empresas de São Paulo.
Mansur foi recebido pelo presidente do Banco Central no último dia 11 de agosto. E é citado nas investigações do Ministério Público de São Paulo como responsável por “dinâmicas fraudulentas” envolvendo fundos de investimentos (Anna, Hans 95 e Mabruk II) e a BK Instituição de Pagamento, para Mourad, que é dono da refinaria Copape, também alvos de suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.
O objetivo oficial da reunião de Gabriel Galípolo com o investigado que fundou e comanda o conselho gestor da REAG foi “contribuir com propostas/sugestões para o processo decisório da Administração pública referente a: Estratégia de governo e/ou política pública”. E ocorreu entre 16h30 e 17h30.
Mas é parte das atribuições de Gabriel Galípolo receber integrantes do mercado financeiro listados na bolsa de valores de São Paulo (B3), com a dimensão da Reag. A empresa suspeita afirma ter R$ 299 bilhões sob sua gestão e figura como a principal gestora de investimentos não ligada a bancos do Brasil.

Lula e o ministro Alexandre Padilha (Saúde)
Relações institucionais de Lula
A REAG Investimentos também esteve na agenda pública de trabalho do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na época em que o petista chefiou a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. O encontro ocorreu na manhã do dia 14 de novembro do ano passado, tendo como representantes da empresa suspeita Manoel Damasceno e Lina Xu, identificados como sócios do escritório da REAG Investimentos na China.
A importância do contexto do encontro em que a REAG estava inserida é evidenciada pelos demais participantes: O presidente da Mineração Chinesa – Associação Mineração da China, Zeng Zhirong; o presidente da empresa portuária na China com foco na América Latina, a Sinolac Group, Yuan Lie.
Ao site Metrópoles, que revelou as informações confirmadas pelo Diário do Poder, Padilha alegou que a reunião era uma preparação para o que seria tratado sobre mineração, na vinda do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil.
“A reunião com a Associação de Mineração da China, devidamente registrada no e-Agendas, integra uma série de encontros do governo federal com instituições chinesas no marco da vinda do presidente Xi Jiping ao Brasil em novembro de 2024”, disse o ministro, à coluna de Andreza Matais.
Também há registros de representantes da REAG reunidos com o Ministério dos Transportes e com o Desenvolvimento Agrário. Além de reuniões da empresa investigada com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Fonte: Diário do Poder