Soraya Thronicke (Podemos/MS), Lula e Eliziane Gama (PSD/MA)

Senadora Soraya Thronicke (Podemos/MS) é chamada nas redes sociais de “infantil”, “inútil”, “vendida” e até “desonesta”, por debochar da saúde de Jair Bolsonaro

Publicado em: 23/02/2026 00:333,2 Min. de Leitura

Compartilhar

Acusada de brincar com doença, Soraya Thronicke (Podemos/MS) é chamada nas redes sociais de “infantil”, “inútil”, “vendida” e até “desonesta”.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos/MS) voltou a provocar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Em publicação feita no X (antigo twitter) no sábado (21), a parlamentar ironizou os problemas de saúde enfrentados por Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília e relatou crises de soluços.

 Veja o post debochado da senadora:

A postagem gerou reação imediata de seguidores, segundo registrou o portal MSemBrasilia.com. Um usuário identificado como Dr. Flu, que se apresenta como médico e torcedor do Fluminense, criticou a conduta da parlamentar.

“A postura de uma senadora não é essa. Brincar com a doença de uma pessoa, muito menos de um ex-presidente. Não votei nele e não gostei da forma como conduziu o país, mas a senhora é muito infantil e desonesta com essa postura”, afirmou.

Em seguida, acrescentou: “Como a senhora sabe, soluço não mata, porém o caso do ex-presidente é uma obstrução intestinal. Por causa da facada e de várias cirurgias, ele desenvolveu aderência intestinal. Obstrução intestinal mata. Acho que a senhora não deveria brincar com essa doença”.

Outro seguidor, identificado como Célio Campos, de Rondônia, afirmou que Soraya foi eleita com apoio de Jair Bolsonaro. “Elegeu-se senadora em nome do Bolsonaro. Pode se candidatar para vereadora que você não ganha. Pare e pense: Você sabe o que é certo e o que é errado”, escreveu.

A carioca Clarice da Silva também criticou a publicação. “Tripudiar, debochar de pessoas com problemas. Sua conta vai chegar e vai ser muito cara”, comentou. Até o fechamento desta matéria, havia perto de 300 manifestações críticas à postagem.

Eleição e trajetória política

Soraya Thronicke foi eleita senadora em 2018 no contexto da chamada onda Bolsonaro. À época, disputava uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Na reta final da campanha, houve mobilização de eleitores para que votassem na então candidata, com o objetivo de impedir a eleição do ex-governador Zeca do PT. O resultado surpreendeu analistas políticos e adversários, incluindo o então senador Waldemir Moka (MDB), considerado favorito à segunda vaga.

Nos últimos anos, o mandato da senadora tem sido marcado por participação em comissões parlamentares de inquérito. Ela foi relatora da chamada CPI das Bet’s e integra a CPMI do INSS. Em ambas, sua atuação tem gerado críticas de opositores.

Na primeira, a senadora teve que explicar a relação dela com o lobista Silvio Assis, acusado de pedir propina de R$ 40 milhões a empresas de bet’s para evitar a convocação pelo colegiado. Eles foram flagrados fazendo compras juntos na loja da grife francesa Louis Vuitton em um shopping de luxo em Orlando, nos EUA (ver aqui).

Já na CPMI, Soraya tem sido fundamental para evitar a convocação de acusados de participar do esquema, ligados ao governo e ao presidente Lula. Foram os casos de Lulinha e do Frei Chico, filho e irmão do presidente (ver aqui aqui).

Pesquisas

Levantamentos recentes divulgados em Mato Grosso do Sul indicam que Soraya Thronicke (Podemos/MS) aparece nas últimas posições entre os nomes mais citados como pré-candidatos ao Senado.

À frente dela estão o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o ex-deputado Capitão Contar (PL), o senador Nelsinho Trad (PSD) e a ministra Simone Tebet (MDB). Também aparece atrás do deputado federal Vander Loubet (PT).

Fonte: Diário do Poder