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Votar contra o BRB penaliza a população e enfraquece políticas sociais do DF

Publicado em: 23/02/2026 00:172,7 Min. de Leitura

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Na próxima terça-feira 24/02, os 24 deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deverão deliberar sobre o projeto que autoriza o aporte de capital no Banco de Brasília (BRB). A decisão ocorre em meio a um debate que extrapola o campo técnico e alcança efeitos diretos sobre programas sociais e sobre os mais de 4,5 mil trabalhadores da instituição.

Encaminhada pelo Governo do Distrito Federal em caráter de urgência, a proposta busca fortalecer a posição financeira do banco. A medida é considerada estratégica para preservar a solidez dos indicadores do BRB e assegurar a continuidade de serviços que alcançam milhões de moradores do DF.

Principal agente financeiro do governo local, o BRB opera políticas públicas de transferência de renda e inclusão financeira. Entre os programas atualmente viabilizados pelo banco estão o DF Social benefícios a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, o Cartão Prato Cheio, voltado à segurança alimentar, e o Cartão Gás, que auxilia na compra do botijão de gás por famílias em situação de vulnerabilidade.

Mais recentemente, o banco também passou a atuar como agente pagador do programa de Apoio à Proteção dos Animais, aprovado pela própria CLDF, além de facilitar o agendamento de benefícios sociais em suas agências, medida que contribuiu para reduzir a pressão sobre os CRAS.

A aprovação do projeto não é apenas uma formalidade: é a confirmação da solidez dos indicadores financeiros e da permanência de serviços fundamentais que afetam a rotina de milhões de brasilienses.

Garantir a segurança do BRB é essencial para assegurar a implementação de políticas públicas essenciais. Sendo o principal parceiro financeiro do GDF, o banco possibilita a realização de programas de transferência de renda que enfrentam a vulnerabilidade social e estimulam a inclusão financeira.

É fundamental distinguir o que está em pauta. A participação do BRB no caso Banco Master é objeto de investigação pela autoridade financeira (Banco Central) e não deve ser usada como justificativa para pregar a interrupção das atividades da instituição.

A votação, contudo, ocorre sob ambiente político sensível. Partidos de esquerda como PT, Psol e PSB, tem seguido a política do “quanto pior, melhor” e manifestado resistência à proposta, intensificado   campanha de desgaste constante a imagem do banco. Tocando um verdadeiro terror, com narrativas fruto de opiniões pessoais e sem respaldo técnico apropriado e com falas que mais trabalham contra do que a favor da resolução.

Fato é que essa postura prejudica não só o BRB, sobretudo a população que depende dos serviços e os 4.500 trabalhadores da instituição que podem enfrentar demissões em massa caso o aporte seja negado.

Diante do cenário, a expectativa recai sobre o posicionamento dos 24 distritais. Em jogo estão não apenas os rumos do principal banco público do Distrito Federal, mas também a manutenção de políticas sociais que hoje dependem da estrutura financeira do BRB para chegar à população.

Fonte: Mídia Alternativa