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16/08/2022
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Aproveitando a ‘onda Bolsonaro’ faz partidos nanicos terem votação expressiva no DF, veja o sucesso!

Por Helena Mader

O PSL do presidenciável foi o partido que mais recebeu votos dos brasilienses no dia 7 último. O PRP aparece em quinto lugar graças ao impulsionamento de candidatos ligados ao capitão

Alavancado pelo desempenho do presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL foi o partido que mais recebeu votos dos brasilienses em 2018. A sigla teve 986.050 votos, dos quais 95% foram para o candidato ao Palácio do Planalto. Segunda sigla com mais eleitores na capital federal, o PSB teve o bom resultado influenciado pelo sucesso de Leila do Vôlei na disputa pelo Senado Federal. Ao todo, o PSB recebeu 838.874 votos no dia 7. O terceiro na lista com votação mais expressiva foi o MDB, do candidato ao governo Ibaneis Rocha, com o apoio de 760.960 eleitores da capital federal.

Na sequência, aparece o PT, com 743.898 votos. Desse total, 25% foram para o candidato à Presidência da República da sigla, Fernando Haddad, opção de 190.508 brasilienses. Mesmo sem representante na corrida pelo Palácio do Planalto, o PRP aparece em quinto lugar entre os partidos com mais votos no DF, à frente de grandes legendas, como o PSDB, o PPS, o PDT e o PR. O resultado do partido, outrora nanico, contou com o impulsionamento de candidatos ligados a Jair Bolsonaro, como os eleitos para a Câmara dos Deputados, Bia Kicis, e para a Câmara Legislativa, Daniel Donizet, além do candidato ao Senado do PRP, Fadi Faraj, que recebeu 268.078 votos.

O PRP cresceu com a força de Bolsonaro apesar de o PSL, sigla do presidenciável, ter apoiado a candidatura de Ibaneis Rocha ao GDF. O diretório regional contrariou orientações do grupo ligado a Bolsonaro, que apoiou General Paulo Chagas ao Palácio do Buriti. Tirando os eleitores de Bolsonaro, o PSL teve 46.556 votos. Os candidatos da sigla mais votados foram os militares Comandante Aboud, que teve 14.672 votos para deputado federal, e Will Godoy, com 14.012 eleitores para o mesmo cargo.

Ataques

O presidente regional do PSL, Newton Lins, diz que tenta “apaziguar os ânimos” depois dos atritos com a direção nacional e com o grupo de Bolsonaro durante as eleições. “Apesar dos ataques que sofremos na internet, acredito nas instituições, elas são perenes. Estou no PSL há 18 anos e fui um dos fundadores”, comenta.

Lins diz que a decisão de apoiar Ibaneis foi tomada logo no início da corrida eleitoral. “Sofri por causa disso, mas política é lugar de quem tem coragem. E, apesar de tudo, tivemos bons resultados. Foram mais de 45 mil votos para federal, levando em conta os de legenda, número maior do que os de partidos tradicionais como MDB e PSB”, acrescenta.

O sexto partido mais votado no DF foi o PSDB, legenda preferida por 494.509 brasilienses. Sem candidato ao Palácio do Buriti, a sigla teve desempenho mais forte na disputa pelo Senado, com o candidato eleito Izalci Lucas. O tucano teve 403.735 votos. Em seguida, está o Partido Novo, que estreou em eleições na capital federal como a opção de 424.407 eleitores do DF. O principal nome do Novo neste pleito foi Paulo Roque, que concorreu ao Senado e recebeu 202.834 votos. A sigla conseguiu ainda eleger uma distrital, Júlia Lucy.

Distrital

Na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa, o PSB foi o partido com maior número de votos. A sigla do governador e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB), recebeu 117.498 votos e elegeu dois representantes – o empresário José Gomes e o bombeiro militar Roosevelt Vilela. A expectativa era grande pela conquista de três cadeiras, mas Luzia de Paula, a terceira mais votada do PSB, ficou com a suplência.

O presidente regional do PSB, Tiago Coelho, atribui o bom resultado na disputa por uma vaga de distrital à variedade de representação na nominata. “O time que a gente selecionou ajudou a levar o governador Rodrigo Rollemberg para o segundo turno. Tivemos um resultado que nenhum partido conseguiu. Para isso, escolhemos uma representação variada, com empresários, servidores públicos, líderes comunitários, representantes de segmentos, e religiosos. Buscamos uma pluralidade de representação, que é a nossa bandeira”, explicou.

O segundo partido mais votado na disputa pela Câmara Legislativa foi o Avante. O desempenho da sigla chamou a atenção, já que a legenda era considerada nanica até o último pleito. Com uma nominata forte e impulsionado pelo crescimento rápido de Ibaneis Rocha, o partido de Paco Britto, candidato a vice-governador do emedebista, surpreendeu, conquistando 93.739 votos.

O vice-presidente do Avante no DF, Lucas Kontoyanis, montou a lista com o secretário-geral da sigla, Tiago Tarsis. Eles selecionaram candidatos com influência em vários segmentos e cidades. “Escolhemos pessoas que não tinham mandato e, entre os já testados nas urnas, selecionamos aqueles que não ultrapassaram 7,5 mil votos. Não queríamos nenhum ‘tubarão’ e, assim, conseguimos atrair candidatos com a proposta de que eles poderiam ser eleitos sem a necessidade de fazer 20 mil votos”, explica Kontoyanis. “Mesmo sendo um partido pequeno e sem recursos, com essa proposta, conseguimos montar uma nominata forte e tivemos um resultado expressivo”, comemora o vice-presidente do Avante. A legenda elegeu João Cardoso e Reginaldo Sardinha.

O PROS foi o terceiro partido com melhor desempenho para a Câmara Legislativa, com 83.746 votos, seguido pelo PP, com 80.475. O Pros conseguiu eleger dois representantes: Delegado Fernando Fernandes, o segundo mais votado, e Telma Rufino. O PP emplacou Valdelino Barcelos para seu primeiro mandato.

Na disputa para deputado federal, o partido com maior número de eleitores foi o PR. O resultado teve influência da grande votação de Flávia Arruda, a parlamentar eleita mais bem votada no DF, com a preferência de 121.340 brasilienses. No total, os candidatos do PR tiveram 157.519 votos na disputa para federal, dos quais 77% foram de Flávia. O segundo partido mais votado foi o PT, da deputada reeleita Érika Kokay, com 120.849 votos, seguido pelo PRP, que conseguiu eleger Bia Kicis em sua estreia nas urnas, somando um total de 115.986 eleitores.

Votação por partido no Distrito Federal:

PSL: 986.050

PSB: 838.874

MDB: 760.960

PT: 743.898

PRP: 548.084

PSDB: 494.509

NOVO: 424.407

PPS: 413.848

PDT: 365.252

REDE: 297.751

PROS: 268.291

PR: 266.014

PSol: 260.471

PSD: 246.400

SD: 165.612

DEM: 163.342

PRB: 159.184

PRTB: 140.555

PP: 132.353

Avante: 112.128

PMN: 105.148

PV: 95.504

PODE: 94.335

PTC: 80.383

Patriota: 78.887

PSC: 69.932

PHS: 69.596

PPL: 26.498

PMB: 24.502

PTB: 24.334

PCdoB: 17.311

DC: 15.983

PSTU: 8.417

PCB: 206

PCO: 0

Candidatos mais votados no DF:

Jair Bolsonaro (PSL): 936.494

Ibaneis Rocha (MDB): 634.008

Leila do Vôlei (PSB): 467.787

Izalci Lucas (PSDB): 403.735

Cristovam Buarque (PPS): 317.778

Fadi Faraj (PRP): 268.078

Ciro Gomes (PDT): 266.272

Wasny de Roure (PT): 218.058

Rodrigo Rollemberg (PSB): 210.510

Paulo Roque (Novo): 202.834

Fonte: Correio Braziliense

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