18.5 C
Brasília
12/08/2022
InícioNotíciasBrasilBolsonaro diz que vetaria reajuste do Judiciário se fosse presidente

Bolsonaro diz que vetaria reajuste do Judiciário se fosse presidente

Por Eumano Silva

Em entrevista, presidente eleito demonstrou interesse em melhorar diálogo com Congresso e apelou pelo apoio dos brasileiros, “sem exceção”

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (10/11) que, se já tivesse assumido o Palácio do Planalto, vetaria o reajuste salarial do Poder Judiciário aprovado pelo Senado na última quarta-feira. A declaração foi dada durante entrevista para a TV Record.

“Não tem outro caminho no meu entender. Até por essa questão de dar o exemplo. Antes da votação eu falei que era inoportuno”, respondeu o ex-capitão ao ser perguntado se vetaria o aumento de 16% previsto no projeto de lei votado pelos senadores. “Afinal de contas, é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada”, declarou.

Mais sobre o assunto:

Na entrevista, divulgada pela conta de Bolsonaro no Twitter, ele afirmou também que a responsabilidade pela apreciação do reajuste salarial é do presidente Michel Temer: “Se eu fosse o presidente da República, eu procuraria o presidente do Senado para que o projeto não entrasse na pauta. Já que entrou, se o governo Temer quiser, pela lei da responsabilidade fiscal, ele pode vetar esse reajuste”.

Sobre a reforma da previdência, o presidente eleito lembrou que, por causa da intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, não será possível fazer mudanças que dependam de emendas constitucionais. A legislação impede a aprovação de alterações na Carta Magna nessas circunstâncias.

A saída, então, será mexer apenas na legislação infraconstitucional. Mas Bolsonaro não esclareceu que tipo de reforma pretende propor para a previdência. Limitou-se a declarar que cumprirá os compromissos já firmados. “Temos contratos, essas pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, e você tem de cumpri-los senão perde sua credibilidade”, disse.

Uma das saídas apresentadas pelo presidente eleito é o aumento da entrada de dinheiro no caixa, mas elevação de impostos. Segundo o futuro sucessor de Michel Temer, o economista Paulo Guedes, responsável pela área econômica de sua equipe ministerial, esse incremento será obtido com a abertura gradativa, com redução de impostos.

Em alguns momentos da entrevista, Bolsonaro demonstrou interesse em melhorar a relação com o Congresso. A falta de diálogo contribuiu para votação pelo Senado do reajuste do Judiciário. A decisão foi influenciada, também, por uma declaração de Paulo Guedes, futuro ministro da área econômica, de que o Legislativo precisava de uma “prensa” para aprovar a reforma da Previdência.

Sobre o Congresso, ele disse ainda que vai evitar o toma-lá-dá-cá dos últimos governos. Para isso, avalia, deve evitar derrotas em votações para evitar as práticas da velha política. O objetivo, afirmou, é ganhar a simpatia não apenas da população, mas também do Parlamento.

Por fim, o presidente eleito apelou para o apoio de todos os brasileiros, “sem exceção”, aos projetos importantes para melhorar a economia do país: “Estamos todos no mesmo barco. Eu, você e quem está nos assistindo”.

Fonte: Metrópoles

Redaçãohttps://bloginformandoedetonando.com.br/
Mandando bala na notícia, informando e detonando de uma forma que você nunca viu! Obrigado por acessar nosso blog!

Comentários

- PUBLICIDADE -

Últimas Notícias

- PUBLICIDADE -