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Juíza escancara aparelhamento do STF: “São chamados de Ministros para não serem confundidos com os verdadeiros juízes”

A Juíza Ludmila Lins Grillo diz em artigo que existem duas justiças no Brasil: A dos juízes indicados por políticos e a dos juízes concursados

“Obrigam os juízes a privilegiar processos que tratam sobre certos assuntos, ou seja, viola completamente a nossa independência funcional.”

“Interferem ideologicamente na independência dos magistrados sob pena de retaliação disciplinar”

Agora aquilo que todos já sabemos, porém vindo da análise de uma magistrada:

“Existe uma tomada de posse do país por meio do aparelhamento do poder judiciário … é uma estratégia mil vezes mais simples do que a utilização do que prevê a revolução cultural gramsciana (comunista) porque não requer mobilização das massas, não requer grandes organizações, não requer nenhum tipo de sofisticação intelectual … enfim, basta o domínio da Suprema Corte.”

Para dominar um Congresso Nacional, com centenas de parlamentares, basta que você domine 11 pessoas que fazem parte da Suprema Corte.

Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”. Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes sim, os OUTROS  se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.

O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados. A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam.

São como água e azeite. São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro.

Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.

Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes.

A atual composição do STF revela que, dentre os 11 Ministros (sim, M I N I S T R OS!), apenas dois são magistrados de carreira: Rosa Weber e Luiz Fux.

Ou seja: nove deles não têm a mais vaga ideia do que é gerir uma unidade judiciária a quilômetros de distância de sua família, em cidades pequenas de interior, com falta de mão-de-obra e de infra-estrutura, com uma demanda acachapante e praticamente administrável.

Julgam grandes causas as mais importantes do Brasil sem terem nunca sequer julgado um inventariozinho da dona Maria que morreu.

Nem uma pensão alimentícia simplória. Nem uma medida para um menor infrator, nem um remédio para um doente, nem uma internação para um idoso, nem uma autorização para menor em eventos e viagens, nem uma partilhazinha de bens, nem uma aposentadoriazinha rural. Nada. NADA.

Certamente não fazem a menor ideia de como é visitar a casa humilde da senhorinha acamada que não se mexe, para propiciar-lhe a interdição.

Nem imaginam como é desgastante a visita periódica ao presídio e o percorrer por entre as celas. Nem sonham com as correições nos cartórios extrajudiciais.

Nem supõem o que seja passar um dia inteiro ouvindo testemunhas e interrogando réus. Nunca presidiram uma sessão do Tribunal do Júri.

Não conhecem as agruras, as dificuldades do interior. Não conhecem nada do que é ser juiz de primeiro grau.

Nada. Do alto de seus carros com motorista pagos com dinheiro público, não devem fazer a menor ideia de que ser juiz de verdade é não ter motorista nenhum.

Ser juiz é andar com seu próprio carro por sua conta e risco nas estradas de terra do interior do Brasil . Talvez os Ministros nem saibam o que é uma estrada de terra – ou nem se lembrem mais o que é isso.

Às vezes, nem a gasolina ganhamos, tirando muitas vezes do nosso próprio bolso para sustentar o Estado, sem saber se um dia seremos reembolsados – muitas vezes não somos.

Será que os juízes, digo, Ministros do STF sabem o que é passar por isso? Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF o famoso “foro privilegiado” fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz? Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados?

“É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: Não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: A de VERDADE.”

STF APARELHADO ? Ouça a juiza

A Dra Ludimila Lins Grilo, Juíza do Tribunal de Justiça de MG, afirma que a tomada de posse do país pela esquerda socialista ocorre por meio do aparelhamento e domínio da Suprema Corte. 👏👏DECLARAÇÃO FORTÍSSIMA!

Posted by República de Curitiba on Tuesday, June 9, 2020

Fonte: Diário do Brasil

Redação
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