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28/06/2022
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O desespero de Ciro, a “fuga” às escondidas e a iminente derrota

O fato é que numa campanha nunca, em hipótese nenhuma, se cogita a desistência. Isso desmobiliza a militância, ainda mais no caso de Ciro que aparece em 4º nas pesquisas.

O eterno candidato à presidência, Ciro Gomes, comunicou a suspensão de sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2022.

A desculpa dessa vez foi o apoio de deputados federais do PDT, seu partido, à PEC dos Precatórios. O ‘ex-presidenciável’, diz que sua decisão vai valer até que seus correligionários na Câmara dos Deputados reavaliem sua posição no segundo turno da votação, que pode ocorrer ainda nesta quinta ou na semana que vem.

Pelo menos esse foi o discurso, mas o que isso significa na verdade?

O fato é que numa campanha nunca, em hipótese nenhuma, se cogita a desistência. Isso desmobiliza a militância, ainda mais no caso de Ciro que aparece em 4º nas pesquisas.

Nessa mesma semana outro presidenciável, o apresentador José Luiz Datena, também jogou a toalha. Ou seja, esse seria o grande momento para Ciro se apresentar como líder da ‘resistência oposicionista’ mas ele preferiu abrir mão dessa oportunidade para choramingar no Twitter:

“Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios. A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”.

Dos 24 deputados do PDT, 15 votaram a favor da proposta do governo Bolsonaro, 6 contra e três não compareceram à sessão. O texto-base da PEC foi aprovado com 312 votos a favor, apenas quatro a mais do que o mínimo necessário.

O partido de Ciro foi o único de oposição a orientar pela aprovação da proposta. A verdade é que Ciro, assim como Luiz Inácio Lula da Silva e Datena estão sentindo nas ruas o maciço apoio popular à Jair Bolsonaro e não tem Datafolha que segure a população.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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