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17/06/2021
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Relaxem, vai passar, diz o presidente Trump à população sobre coronavírus

Ele disse que não há necessidade de estocar comida, em razão do avanço do coronavírus

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (15), em coletiva na Casa Branca, que “não há necessidade de estocar comida” em razão do avanço do coronavírus. Ele conversou com varejistas mais cedo, que lhe teriam pedido para orientar a população a comprar menos. “Apenas relaxem”, declarou. “Nós estamos fazendo o melhor. Isso vai passar.”

Trump tem sido alvo de críticas por tentar minimizar, desde o início, o impacto da Covid 19 e por ter supostamente demorado a tomar medidas. Em um primeiro momento, ele se recusou a fazer um teste da doença após ter entrado em contato com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro no fim de semana passado ao menos três integrantes do grupo que jantou com Trump na Flórida no dia 7 contraíram o vírus. “Não estou preocupado”, disse.

A Casa Branca chegou a dizer que o exame não era necessário. No sábado (14), porém, o presidente disse que havia feito o teste. Horas depois, informou-se que o resultado foi negativo.

A comunicação contraditória dentro do governo também tem sido questionada. Na segunda (9), Trump escreveu em uma rede social que 37 mil americanos haviam morrido de gripe comum no ano passado e, até aquele momento, havia 546 casos confirmados de coronavírus, com 22 mortes. “Pense sobre isso!”

Dois dias depois, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, afirmou que a Covid 19 é dez vezes mais letal que a gripe sazonal, quando questionado por um comitê da Câmara.

Na sexta-feira, já pressionado a dar uma resposta mais incisiva no combate ao vírus, Trump declarou estado de emergência nacional, o que significa a liberação de US$ 50 bilhões em ações contra a doença.

Segundo o vice-presidente, Mike Pence, cerca de 2.000 laboratórios serão capacitados para realizar testes de coronavírus nos próximos dias. Uma das queixas à gestão do governo diante da crise era a oferta limitada de exames, o que pode ter gerado uma subnotificação dos casos.

Até este domingo (15), de acordo com os números oficiais, os EUA já haviam registrado cerca de 3.000 pacientes com o vírus e 62 mortes. Escolas suspenderam aulas em todo o país, e vários setores foram paralisados.

A pandemia já afetou o calendário das primárias democratas para as eleições presidenciais de novembro. Geórgia e Louisiana adiaram a disputa. O primeiro faria em 24 de março, e o segundo em 4 de abril. Quatro estados fazem primárias nesta terça (17): Arizona, Flórida, Illinois e Ohio. Nenhum havia cancelado o pleito.

Na noite deste domingo (15), os pré-candidatos Bernie Sanders e Joe Biden, que disputam quem vai concorrer à Casa Branca contra Trump, fariam o primeiro debate na TV apenas entre eles.

Fonte: Diário do Poder

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