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02/08/2021
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Saúde anuncia medidas de monitoramento ao coronavírus

Pasta afirma que não há necessidade de pânico

A Secretaria de Saúde anunciou, nesta quinta-feira (27), que será lançado o Centro de Operações de Emergência (COE) para informar sobre a situação do coronavírus no Distrito Federal. A medida é mais uma das iniciativas do plano criado pelo GDF para evitar alarmes e organizar as ações de enfrentamento a doença, que até o momento, não foi confirmada no DF.

“Em decorrência da quantidade de países que hoje apresentam o coronavírus, e de um caso confirmado em São Paulo, estamos montando nosso COE e nos empenhando para constituí-lo. Ele vai emitir boletins, talvez diários, e informar sobre tudo que está acontecendo no DF em questão de atendimentos, casos suspeitos, exames e se tiver casos confirmados”, afirmou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, em coletiva de imprensa.

Osnei Okumoto

O encontro também reuniu outros gestores da pasta para evidenciar que o Distrito Federal está preparado para qualquer situação de emergência. Eles esclareceram dúvidas em relação ao coronavírus e orientaram desde as formas de prevenção, como lavar as mãos com água e sabão, até detalhes sobre como a rede se organizou para prestar assistência à população.

“Nosso Plano de Contingenciamento​ juntou Assistência e Vigilância Epidemiológica, com informações para todos os profissionais de saúde sobre o que é um caso suspeito e o que deve ser descartado. É preciso atenção, porque estamos em um período de sazonalidade de outros vírus e da bronquiolite, que tem sintomas parecidos, e essas doenças não podem gerar pânico na população”, informou o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

Os sintomas iniciais do coronavírus incluem febre, coriza, tosse, falta de ar e diarreia. O período de incubação estimado varia entre zero a 24 dias.

ACESSO – O atendimento deve ser procurado, inicialmente, nas unidades básicas de saúde (UBSs) mais próximas das residentes. Caso necessitem de internação hospitalar, os pacientes serão direcionados ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), considerado referência para os atendimentos à população local.

No caso de crianças ou adolescentes até 14 anos e grávidas, o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) será a referência. Já os pacientes com sintomas mais graves e das chamadas imunossuprimidas – em tratamento de HIV/Aids, de câncer do sangue ou que fizeram quimioterapia recente, o local para onde serão levados é o Hospital de Base.

“Reforço que todos os hospitais da rede e UBSs estão capacitadas, pelo nosso Plano de Contingência, a atender inicialmente qualquer paciente com suspeita de coronavírus. O mais importante é que as pessoas não precisam ficar em pânico, porque o DF está preparado”, destacou Tavares, que também ressaltou o papel da população e da imprensa ao não difundir notícias falsas (fake news) sobre o assunto, ou usar máscaras no momento.

Secretário Adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares
Secretário Adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares

CASOS – Até o momento, a Secretaria de Saúde investiga cinco casos suspeitos de coronavírus no DF. Dois dos pacientes estão internados na rede pública, um na rede privada e dois se encontram em observação domiciliar. Lembrando que nem todos precisam de internação – apenas os que apresentam mais complicações respiratórias e desidratação severa.

“Para ser suspeito, é preciso cumprir os seguintes determinantes. A pessoa ter febre, estado em um país que tenha transmissão local, algum sintoma respiratório e contato com pessoa confirmada. Essas que se enquadram em casos suspeitos” explicou o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Cássio Peterka.

Diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Cássio Peterka
Diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Cássio Peterka

Ao todo, foram investigados 22 casos no DF. Desses, 17 foram excluídos por não atenderem a definição de suspeito. “Nenhum caso foi confirmado. Se for enquadrado, fazemos a coleta de material para fazer o painel viral e detectar se tem algum outro vírus respiratório. Se der positivo, é descartado para coronavírus. Não dando positivo, é encaminhado para o laboratório de referência do Ministério da Saúde, onde é feito o diagnóstico”, detalhou o diretor.

O prazo é de até 48 horas, a depender do laboratório. A partir da resposta, caso seja positiva, o Ministério da Saúde fará uma contraprova, que confirma ou descarta, oficialmente, o diagnóstico.

Como se prevenir do coronavírus:

  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
  • Cobrir o nariz e a boca ao espirrar e tossir;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde / (61) 2017 1111

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