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20/05/2024
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Transtorno pós-traumático é a principal consequência da violência doméstica

 Ansiedade, depressão, síndrome do pânico são alguns dos sintomas aparentes

A violência doméstica deixa marcas e não são somente físicas. Quem vive em meio a agressões pode desenvolver, como consequência, o chamado estresse pós-traumático, um transtorno de ansiedade, caracterizado por sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em razão dos atos violentos que viveu ou presenciou.

“Uma mulher exposta à violência tem sua autoestima afetada, pode desenvolver memórias recorrentes, depressão e, ainda, ter comportamento suicida, com autolesão”, explica a psicóloga e gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fernanda Falcomer.

A servidora pública Dayana quase chegou a pular do quinto andar do prédio onde morava, tamanho o desespero que sentia mesmo após a separação de seu agressor, o ex-marido.

“Fui diagnosticada com síndrome do pânico. Tinha pesadelos e, quando acordada, vinham flashes à minha memória e sentia como se tudo estivesse acontecendo de novo. Tinha medo de sair sozinha, me isolei e quis acabar com aquilo tudo que eu estava sentindo”, relata.

AJUDA – Para Falcomer, a ajuda profissional é essencial para reverter tudo isso. “A mulher precisa compreender, precisa de espaço para rever estes padrões de comportamento e relacionamento. No serviço de saúde, ela tem acesso ao processo de cuidado para que recupere e reabilite a saúde”, detalha.

Também vítima de violência doméstica, Lorena conta que se não fosse a ajuda de profissionais, não estaria conseguindo se recuperar de tantos maus-tratos. “O agressor quer convencer a gente de que somos culpadas, faz tortura psicológica, a sociedade não enxerga que você está mal e não tem como provar para ninguém que você está assim. Então, a gente entra num estágio de loucura, desespero, medo e até vontade de se matar”, conta.

Segundo Falcomer, os profissionais de Psicologia precisam ter acesso à história da vítima para que ela consiga refletir, identificar que estes sinais são consequência da exposição à violência. “Também mostrar estratégias de vida longe do fator estressor para que não entre em outros padrões também”, complementa.

PROBLEMA – A violência de gênero é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como problema de saúde pública. Dentre os agravos para a saúde física encontram-se dor de cabeça, dor abdominal, infecções vaginais, aborto espontâneo, lesões genitais, doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, e ainda a gravidez indesejada.

Em relação à saúde emocional das mulheres vitimadas, os prejuízos aparecem através da depressão, ansiedade, disfunção sexual, desordens da alimentação, risco de suicídio, abuso de álcool e drogas e, principalmente, Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

ASSISTÊNCIA – A Secretaria de Saúde conta com uma rede preparada para atender as vítimas de violência. As mulheres que se encontram nessa situação podem buscar auxílio na unidade básica de saúde mais próxima da residência.

Podem, ainda, procurar uma das unidades do Programa de Atendimento às Vítimas de Violência, presentes em todas as regiões de saúde do DF. No local, há atendimento biopsicossocial especializado para vítimas, famílias e autores de violência. Para acessar a lista dos locais, clique aqui.

Não sofra em silêncio.

Não permita que alguém seja vítima perto de você.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde / (61)  2017 1111

Redação
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A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso com a sua opinião na caixa de comentários. Obrigado por acessar o portal!

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