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04/08/2021
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Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), fala de segurança, corrupção, pandemia e também de eleições municipais em entrevista à Associação dos Blogueiros de Política

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), participou nessa quinta-feira (04) de entrevista realizada pela Associação dos Blogueiros de Política do DF e Entorno (ABBP) e falou do trabalho desenvolvido pelo governo do Estado frente à pandemia, segurança e ainda do seu relacionamento com o presidente Bolsonaro.

Corrupção: novos integrantes para acabar com o enriquecimento ilícito

Caiado iniciou a entrevista falando a respeito de corrupção e a quebra de seu governo com o sistema vicioso que se encontrava no Estado de Goiás. “Tanto o governo do presidente Bolsonaro, quanto eu, ao assumirmos os governos nós vivíamos uma pandemia da corrupção, uma corrupção disseminada, generalizada, posso dizer, por exemplo, que Goiás foi assaltado, algo inimaginável, o Estado do Rio, um estado capaz, de repente você vê a maneira como o Estado (de Goiás) foi negociado. Como a Celg (atual Enel) foi negociada, foi vendida, a preço que todos nós sabemos, a preço de banana, a SANEAGO foi dilapidada, a Polícia Federal, eu fui lá três vezes, o Detran, a Secretaria de Meio Ambiente, por onde você andava, era só o rastro da corrupção deslavada, dinheiro público transformado em enriquecimento ilícito, a AGETOP ao invés de pagar asfalto, pagava campanha eleitoral, enfim, era uma promiscuidade total”, destaca o governador.

Militares no Governo, questão  de confiança, diz Caiado

Ao ser questionado sobre militares ocuparem cargos estratégicos no governo federal, Caiado defende o presidente da República, Jair Bolsonaro: “Lógico que da mesma maneira que o presidente da República recebeu o país e com isso, ele, como uma questão de confiança, ele tem colocado sim, ministros que são indicados por setores, ministros que são competentes, mas ao mesmo tempo, também os cargos de confiança para ter o maior controle da gestão do dinheiro público, ele ter indicado também pessoas que são da confiança dele, que são militares até porque é um ambiente que ele conhece e sabe quais são as melhores pessoas para estarem ali. Isso não tira de maneira nenhuma o foco do processo de transparência do governo, pelo contrário, como eu em Goiás implantei, eu trouxe pessoas de fora, poderia se criticar o meu governo porque eu trouxe pessoas de fora, não é esse o objetivo. Ahhhh, mas você não estaria confiando nos goianos? De maneira alguma, é que a corrupção era tanta que as pessoas ligadas tinham até um certo constrangimento. Quando você traz pessoas de fora num primeiro momento, num choque de gestão, até pra você poder realmente avançar nessas situações todas que tinham que ser corrigidas, então eu vejo isso tudo como sendo uma alternativa de nós podermos melhorar a situação de transparência e eu diria mais, quando a gente fala de corrupção, não é somente o fato de dilapidar o patrimônio que é do povo, é algo mais grave do que isso, é um processo cultural, é importante que todos vocês reflitam sobre um fato que eu possa. Eu como médico sou muito de fazer diagnóstico”, defende Caiado ao explicar porque pessoas de fora foram fazer parte do seu governo em Goiás.

Segurança: “Demos opção para o jovem em Goiás não se tornar bandido”

Ronaldo Caiado exemplifica uma das situações que deram certo no estado de Goiás com o comentário de uma de suas secretárias, da Secretaria de Desenvolvimento Social: “Por exemplo, a secretária minha da área social é a senadora Lúcia Vânia, ela me fez o seguinte relato: governador, nos últimos 18 meses nós estamos tendo uma queda significativa da criminalidade de menores no estado de Goiás. Porque? Porque para o jovem, em Goiás, era charmoso, era opção ser criminoso, ser do narcotráfico, ser da gangue tal, ser da facção tal, no momento que eu tenho uma segurança pública, eu tenho hoje a melhor polícia do país, longe do segundo lugar, isso faz com que Goiás hoje não dê espaço para bandidagem, e faz com que o cidadão também se sinta protegido vendo que essa alternativa de que a bandidagem não tem mais o espaço em Goiás. Então esse é o lado que você faz também uma mudança de conduta das pessoas que tem como referência quando existe uma prevalência do Estado e quando existe uma omissão do Estado para com a criminalidade. Então eu diria a você que esse processo em que há a presença dessas estruturas eu as vejo com bons olhos no sentido de saneamento, transparência e exposição de gastos corretos com o dinheiro público”.

Campanha eleitorais municipais em 2020

Ao ser questionado sobre apoio político nas cidades do Entorno, de responsabilidade de Goiás, Caiado afirmou que a questão de campanha passou para um segundo plano com a urgência de combate à pandemia do Coronavírus e o governador não quis antecipar essa discussão. “Eu farei uma avaliação com muita tranquilidade com todas as lideranças que me apoiam, saberei construir o processo de unidade naqueles que acreditam na posição do governo, de apoiar no governo para que eu esteja presente. Eu não sou homem de me omitir, e não sou político de colocar pés em duas canoas, você não vai ver Ronaldo Caiado com fotos apoiando dois candidatos na mesma cidade”, ressalta.

 Combate ao Covid 19

Ao ser questionado sobre o combate à Covid 19 em relação ao Distrito Federal, já que algumas cidades estão no Entorno, Caiado destacou: ”eu fui o primeiro governador do país a implantar a quarentena. Goiás foi o único Estado do país que chegou a 70% de isolamento social, graças a Deus não deixei faltar um leito a um cidadão goiano. Das regiões, eu estou instalando hospital em Itumbiara, no Sul do Estado, estou instalando em São Luís de Montes Belos, oeste de Goiás, instalei em Trindade, já instalei em Porangatu, já instalei em Luziânia, estou abrindo amanhã em Águas Lindas, vou abrir em Formosa, para nós podermos avançar no atendimento, então, estão aí ações de governo. Agora, existe um outro fato, qual é? Desde a minha primeira entrevista no dia 12 de março, quando eu redigi o primeiro decreto, eu disse claramente, qual é a nossa área crítica em Goiás, hoje? Em torno de Brasília. As pessoas humildes, que trabalham, que se deslocam, são milhares de pessoas, cerca de 120 mil pessoas se deslocam para Brasília todos os dias. Essas pessoas, normalmente, de renda média baixa, não tem as mesmas condições de alimentação e também de estrutura em suas residências e se contaminam com Brasília que atingiu o que nós chamamos de progressão comunitária, a disseminação comunitária muito rápida, então o Entorno de Brasília sempre foi o meu foco.”

Caiado: “Tanto o governo do presidente Bolsonaro, quanto eu, ao assumirmos os governos nós vivíamos uma pandemia da corrupção”.

Doentes do Entorno

Agora o que é injusto terem até ameaçado, Brasília não deixar entrar os doentes do Entorno. Eu inaugurei Luziânia e disse: se alguém do Distrito Federal precisar de um hospital em Luziânia, eu atenderei. O Sistema Único de Saúde, é universal. É desumano dizer que um estado pode fechar a sua fronteira ou um município pode fechar os seus limites. O SUS mostra que ele é universal, ele é tripartite. Ele é a União, Estados e Municípios. Mas Goiás foi ameaçado de não poder, sequer, ter os pacientes atendidos em Brasília. Corri para que nós déssemos suporte à essa região. Não existe ação de governo sem que aja o comprometimento das autoridades locais, sem que aja o comprometimento e a conscientização do cidadão.

Valparaíso e Luziânia

Continua: Por que você tem aí o maior índice em Valparaíso e o menor índice em Luziânia? Porque em Luziânia a prefeita está fazendo uma ação de conscientização e pedindo a todos que realmente sigam normas epidemiológicas. Porque em Valparaíso está aberto boate, bar, shopping, tudo. Aí você vê o resultado. Então onde você tem o processo que não tem um cuidado, que não tem a orientação, que não tem o pedido, chamar as lideranças, pedir moderação, saber que existe limite de leito. Na semana passada mesmo, a prefeita de Luziânia me pediu um leito, eu tive que, mesmo tendo um hospital em Luziânia, abrir mais um leito. Porque? Porque o fluxo de Valparaíso estava extrapolando a demanda. Então como é ano eleitoral, preferem deixar correr para não ficar mal com A ou mal com B. E nesse momento, político não pode ficar pensando na sua campanha eleitoral. Ele tem que ter atitude de um líder que se responsabiliza pela vida, pela segurança das pessoas, que orienta. Ah, pode ter desgaste. Se é político que tem medo de ter desgaste, ao assumir o cargo, então que renuncie ao mandato. Passa para outro que tenha coragem.

Fundamento Científico

Enfatiza: ”agora, o cidadão tem fundamento científico, tem condições de mostrar a sua limitação, ele não elabora um plano epidemiológico na sua cidade para dizer se ele tem ou não condições de absorver os pacientes. Deixa que as coisas aconteçam. Entregue a qualquer coisa. Olha, eu abri o comércio, não fez mal para ninguém, se alguém vier a falecer, a responsabilidade é do governo estadual. Se alguém perder o emprego, a responsabilidade é do governo estadual. Ou as pessoas assumem, como governantes que são a função ou querer caminhar pela esperteza achar que vai ficar bem dos dois lados, isso não existe.

População analisa os políticos

Segundo Caiado, a população está analisando de perto os políticos atualmente, “tanto é que a minha avaliação chegou a 73%. Então isso mostra o que a população espera de um governante. Não é esconder, não é abrir mão, não é realmente se acovardar diante da perspectiva de ter ou não uma eleição nos próximos dias. Se cada um, se os líderes não tiverem um compromisso, o resultado é esse que nós estamos tendo aí e seis cidades do Entorno hoje estão perdendo só pra Goiânia, Aparecida e Anápolis, se eu não me engano, em número de casos de Covid, já que o diferencial da população é enorme”.

Relacionamento com o presidente Bolsonaro

Para Caiado só existe democracia se houver a liberdade de opiniões. “Não se pode ter nem excessos de um lado e nem excessos de outro”, diz. “Nem situações que possam colocar em total inviabilidade a área econômica do governo, nem situações de decisões monocráticas de um lado e nem excessos também por parte do Executivo. A tese minha hoje é buscar no cenário nacional, figuras como Marco Maciel, que são pessoas preparadas, cultas, e que ao mesmo tempo sabem fazer a interlocução entre poderes, o que não pode hoje é esse acirramento. Se esse acirramento for levado adiante, quem é que vai sofrer com isso? A população. Eu disse para o presidente: você fez a rodovia Norte e Sul sair das páginas policiais e é o maior polo logístico hoje do país. Já vai começar a funcionar este ano. E durante 35 anos, só foi escândalo e corrupção”, resume. O governador inaugura nessa sexta-feira um hospital em Águas Lindas de Goiás com a presença do presidente Jair Bolsonaro, hospital com investimentos federais e equipamentos e manutenção por parte do governo estadual.

Fonte: Blog Edgar Lisboa/Agência Digital News

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