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08/08/2022
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Começa articulação na Câmara Legislativa para eleição da Mesa Diretora

Por Ana Viriato

Entre os governistas, há três nomes. Ibaneis Rocha prometeu ficar de fora das negociações

Passadas as eleições gerais, o foco dos distritais recém-emplacados pela capital recai sobre a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa, em 1º de janeiro de 2019. Por ora, ao menos cinco nomes são ventilados para a Presidência. Todos detêm experiência na Casa. No páreo, estão Claudio Abrantes (PDT), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Veras (PDT), Rodrigo Delmasso (PRB) e Roosevelt Vilela (PSB). O número tende a reduzir, para que as composições sejam viabilizadas, uma vez que alguns deputados integram o mesmo grupo político.

Para o clareamento do cenário, precisa-se definir qual governista concorrerá: Abrantes, Prudente ou Delmasso. A escolha é necessária para evitar um racha na base do chefe do Palácio do Buriti recém-eleito Ibaneis Rocha (MDB) e, consequentemente, a diminuição das chances de vitória. Se o emedebista cumprir a promessa de não interferir na disputa do Legislativo local, os distritais terão de tomar a decisão entre si.

Apesar de integrar o PDT, partido que participou da chapa à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Abrantes, que rompeu com o socialista em meados de 2017, declarou, logo ao início da campanha, apoio a Ibaneis, devido à garantia do emedebista de concessão da paridade salarial da Polícia Civil com a Federal e de pagamento da terceira parcela do reajuste do funcionalismo público. Antes de embarcar de vez na articulação pela Presidência da Câmara, o parlamentar deve passar alguns dias no Goiás e na Bahia.

No segundo mandato, Prudente teve o nome ventilado por ser o único distrital eleito pelo MDB. O parlamentar ainda teve desempenho favorável na corrida eleitoral, com 26.373 votos. Abertamente, o emedebista nega o engajamento na disputa pela Presidência. Contudo, trabalha pela candidatura.

Delmasso tenta se cacifar para a corrida pelo comando da cúpula do Legislativo local com o apoio de parte da bancada evangélica. O distrital colocou o nome à disposição em nome de “um projeto de fortalecimento de mandatos”. “Faríamos isso com uma gestão transparente, ligada à ética e a moralidade”, pontuou. Enfrenta resistência, contudo, em setores do plenário que discordam das bandeiras dele e seu partido, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Independência

Correligionário de Rollemberg, Roosevelt Vilela lançou o próprio nome ao grupo de distritais recém-eleitos que não integram a base de Ibaneis Rocha. “Há a ideia de termos um representante dos estreantes. Mas tudo depende do cenário geral. Nada nos impede de prosseguir ou recuar”, pontuou. Eleito pela primeira vez de forma direta, o socialista chegou a assumir o mandato na Câmara Legislativa nesta legislatura, à época em que Joe Valle (PDT) se licenciou para assumir a Secretaria de Trabalho.

Com a terceira maior votação para o Legislativo local e um discurso de independência, Reginaldo Veras engajou-se na disputa. Para decolar, no entanto, a candidatura precisa ser discutida com o correligionário Claudio Abrantes, dada a inviabilidade de dois representantes do mesmo partido no confronto. O PT, dos distritais eleitos Arlete Sampaio e Chico Vigilante, não lançará nomes à corrida pela Presidência.

Fonte: Correio Braziliense

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