Ex-prefeito de Maceió JHC em campanha para o governo do Estado de Alagoas: À frente também no Instituto Paraná Pesquisas.

Alagoas: Favoritismo de JHC sugere possível vitória e 1º turno e rejeição de Renan Filho (MDB) piora

Publicado em: 22/09/2026 00:073,3 Min. de Leitura

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No confronto direto, JHC saiu de 46,3% até alcançar os atuais 49,6%.

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado entre 18 e 20 de Setembro confirma o favoritismo do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), do PSDB, e sugere possibilidade de vitória no primeiro turno, na disputa pelo governo de Alagoas.

No cenário estimulado mais amplo, ele registra 48,6% das intenções de voto, contra 41,6% de Renan Filho (MDB). No confronto direto, os percentuais sobem para 49,6% e 43,2%, respectivamente. Na espontânea, João Henrique Caldas (JHC) aparece com 33,6% e Renan Filho (MDB) com 27,2%.

O índice de “não sabe/não opinou” ainda é alto (32,8%). Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (Democrata) ficam com 0,6% cada no cenário estimulado com mais nomes.

A série histórica do instituto, que vem realizando pesquisas mensais, mostra João Henrique Caldas (JHC) em trajetória de leve crescimento. Em Julho, ele tinha 45,9% no cenário 1; em Agosto, 47,2%; agora, 48,6%. Renan Filho (MDB) permanece praticamente estável (41,0%, 41,3% e 41,6%). No confronto direto, João Henrique Caldas (JHC) passou de 46,3% em outubro de 2025 para 49,6% agora.

O potencial eleitoral reforça a diferença. 40,1% dos eleitores dizem que votariam com certeza em João Henrique Caldas (JHC) para governador; 27,6% poderiam votar nele; e 29,9% não votariam de jeito nenhum. No caso de Renan Filho (MDB), 31,2% votariam com certeza, 26,4% poderiam votar e a rejeição chega a 41,3% alta em relação aos 37,6% de agosto. João Henrique Caldas (JHC)  tem desempenho mais forte entre eleitores de 25 a 44 anos e com ensino médio. Renan Filho (MDB) lidera entre os de 60 anos ou mais e com ensino fundamental.

Senado: Arthur Lira (PP) na frente, Marina JHC (PSDB) cresce

Para o Senado, cada entrevistado podia indicar até dois nomes. Na estimulada de resposta múltipla, Arthur Lira (PP) lidera com 41,2%, seguido de Marina JHC (PSDB) (37,8%), Renan Calheiros (MDB) (34,6%), Davi Davino Filho (25,7%) e Dr. Wanderley (12,3%).

Na primeira opção isolada, o quadro fica mais equilibrado no topo: Marina JHC (PSDB) 24,6%, Arthur Lira (PP) 24,1% e Renan Calheiros (MDB) 21,2%. Em comparação com agosto, Marina JHC (PSDB) foi quem mais cresceu (de 28,4% para 37,8% na resposta múltipla). Renan Calheiros (MDB) recuou de 36,8% para 34,6%. Arthur Lira (PP) teve pequena alta (40,4% para 41,2%).

Campeões de rejeição

Assim como Renan Filho (MDB) tem a maior rejeição (41,3%) entre os candidatos a governador, para o Senado seu pai Renan Calheiros (32,9%) também é o mais rejeitado entre as diversas opções apresentadas ao eleitorado para as duas vagas no Senado. No quesito rejeição, Arthur Lira (PP) soma 19,0% e Marina JHC (PSDB) 15,6%, menos da metade de Renan Calheiros (MDB), oponente mais direto.

Avaliação do governo Paulo Dantas (MDB) cai

A administração do governador Paulo Dantas (MDB), aliado do clã Calheiros, tem 53,9% de aprovação e 42,4% de reprovação ou “desaprovação”, como preferem alguns institutos. Em Agosto, a aprovação era de 57,7%. Na avaliação qualitativa, 37,2% consideram o governo ótimo ou bom, 30,8% regular e 30,2% ruim ou péssimo.

O percentual de “péssimo” subiu de 18,1% em Agosto para 23,5%. A aprovação é maior entre os mais velhos (61,5% entre 60 anos ou mais) e entre quem tem ensino fundamental (59,0%).

A pesquisa também traz cruzamentos por sexo, idade, escolaridade, condição de ocupação e participação em celebrações religiosas, que mostram variações pontuais, mas não alteram o quadro geral de liderança de João Henrique Caldas (JHC) no Executivo e de Arthur Lira (PP) no Senado, com crescimento recente de Marina JHC (PSDB).

A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento, registrado no TSE sob o número AL 05775/2026, ouviu 1.400 eleitores em 56 municípios, em entrevistas presenciais e domiciliares.

Fonte: Diário do Poder