Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL)

Eduardo Paes (PSD) lidera para o governo, Flávio Bolsonaro (PL/RJ) supera Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” no RJ e Senado segue indefinido

Publicado em: 27/08/2026 00:075,2 Min. de Leitura

Compartilhar

Douglas Ruas teve o maior salto recente, de 2,9% em Julho para 6,9% em Agosto

Pesquisa quantitativa presencial da PREFAB Future Pesquisas, registrada no TSE sob o código RJ 04605/2026, aponta o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), na frente da disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. No cenário estimulado, ele tem 34,9% das intenções de voto, contra 14,7% de Douglas Ruas (PL) e 9,5% de Anthony Garotinho (Republicanos). A coleta foi feita entre 20 e 23 de Agosto de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais com eleitores a partir de 16 anos.

A margem de erro máxima estimada é de 2,19 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%. O levantamento usou sorteio probabilístico pelo método PPT e cotas proporcionais de sexo, idade, instrução e renda.

Governo: Eduardo Paes (PSD) à frente, Anthony Garotinho com maior rejeição

Na pergunta espontânea “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para governador?”, o quadro ainda é de baixa consolidação: 66,4% não souberam responder ou se declararam indecisos. Eduardo Paes (PSD) aparece com 13,3%, Douglas Ruas (PL)  com 6,9% e Anthony Garotinho (Republicanos) com 2.1%. Brancos e nulos somam 9,7%. Na série histórica do próprio instituto, o nome de Eduardo Paes (PSD) na espontânea oscilou de 8,2% em fevereiro para 13,3% em Agosto. Douglas Ruas (PL)  teve o maior salto recente, de 2,9% no segundo levantamento de Julho para 6,9% em agosto.

O O ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dentro da lata de conserva com Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes.

Quando os nomes são apresentados (voto estimulado), o ranking fica:

  • Eduardo Paes (PSD): 34,9%
  • Douglas Ruas (PL): 14,7%
  • Anthony Garotinho (Republicanos): 9,5%
  • André Marinho: 2,9%
  • William Siri: 2,8%
  • Coronel Busnello: 2,6%
  • Cyro Garcia: 1,7%
  • Luan Monteiro: 1,1%
  • Juliete Pantoja: 1,0%
  • Não sabe / indeciso: 19,7%
  • Branco / nulo: 9,1%

Na série estimulada, Eduardo Paes (PSD) recuou do pico de 43,0% em Fevereiro de 2026 para 34,9% agora, mas segue isolado. Douglas Ruas (PL) 14,7% subiu de forma consistente ao longo do ano e passou Anthony Garotinho (Republicanos) 9,5%.

A rejeição muda o diagnóstico. Perguntados em quem jamais votariam para governador, 30,3% citaram Anthony Garotinho (Republicanos) o índice mais alto e em alta (era 16,5% em Junho e 26,8% no segundo levantamento de Julho). Eduardo Paes (PSD) tem 17,3% de rejeição. Douglas Ruas (PL) aparece com apenas 4,4%. Outros 27,9% não souberam apontar ninguém e 8,1% disseram não rejeitar nenhum dos nomes.

Senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL/RJ).

Flávio Bolsonaro (PL/RJ) na frente, Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro com mais rejeição

No recorte estadual da disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL/RJ) lidera tanto na espontânea quanto na estimulada.

Espontânea:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 27,9%
  • Lula (PT): 26,1%
  • Renan Santos: 1,6%
  • Não sabe / indeciso: 34,8%
  • Branco / nulo: 6,3%

Estimulada:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 35,1%
  • Lula (PT): 32,3%
  • Renan Santos: 2,6%
  • Pablo Marçal: 2,2%
  • Ronaldo Caiado: 2,0%
  • Augusto Cury: 1,4%
  • Romeu Zema: 1,0%
  • Não sabe / indeciso: 12,2%
  • Branco / nulo: 9,4%

A diferença de 2,8 pontos entre Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e Lula (PT) o “Joe Biden Brasileirona estimulada está pouco acima da margem de erro. Na série da PREFAB, Flávio Bolsonaro (PL/RJ) passou à frente de forma mais clara a partir de fevereiro de 2026 e chegou a 35,1% em agosto, ante 32,3% de Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro.

A rejeição presidencial é mais desfavorável ao petista: 44,4% dizem que jamais votariam em Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro, contra 31,9% que rejeitam Flávio Bolsonaro (PL/RJ). Pablo Marçal tem 3,3%. A avaliação da gestão Lula (PT) o “Joe Biden Brasileirono estado reforça o ambiente adverso. 57,2% desaprovam o governo, 32,3% aprovam e 10,5% não souberam avaliar. A desaprovação recuou do pico de 66,3% em fevereiro de 2025, mas voltou a subir de 54,3% no segundo levantamento de Julho para 57,2% agora. A aprovação está estável na casa dos 32% desde Junho.

Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do filho, o senador Flávio Bolsonaro.

Senado: Benedita da Silva na frente, quase metade indecisa

A disputa por uma vaga no Senado é a mais aberta. Na espontânea, 82,2% não souberam citar nome. Benedita da Silva lidera com 3,5%.

No voto estimulado (primeiro voto), os números são:

  • Benedita da Silva: 12,1%
  • Marcelo Crivella: 6,9%
  • Carlos Jordy: 3,5%
  • Pedro Paulo: 3,3%
  • Waguinho: 2,7%
  • Marcos Dias: 2,6%
  • Carlos Portinho: 2,0%
  • Não sabe / indeciso: 48,6%
  • Branco / nulo: 12,9%

Somando as menções do primeiro e do segundo voto (cada entrevistado podia indicar até dois nomes), Benedita chega a 15,2% e Crivella a 10,1%. Pedro Paulo tem 5,8%, Carlos Jordy 5,1% e Waguinho 4,6%.

A rejeição no Senado é liderada por Crivella (13,0%), seguido de Benedita (10,0%) e Waguinho (6,9%). 41,5% não souberam apontar rejeição. Na série estimulada, o bloco de indecisos no Senado cresceu de forma acentuada: De cerca de 20% no início de 2025 para 48,6% no primeiro voto em agosto de 2026.

Deputado Federal Carlos Jordy

Quem foi ouvido

O perfil da amostra: 52,8% mulheres e 47,2% homens. Por idade, 28,0% têm 60 anos ou mais, 25,1% de 45 a 59, 18,7% de 25 a 34, 17,6% de 35 a 44 e 10,6% de 16 a 24.

Na escolaridade, 41,9% têm ensino médio incompleto ou completo, 32,4% superior incompleto ou completo e 25,7% até o fundamental. A renda familiar de até três salários mínimos (R$ 4.500) responde por 69,1% da amostra. Na religião, evangélicos são 41,7%, católicos 24,9% e quem não tem religião, mas crê em Deus, 19,8%.

O campo durou quatro dias, com 23 entrevistadores, dois supervisores e um checador. Cerca de 20% dos questionários foram fiscalizados. A amostra foi desenhada com dados do Censo 2022, da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026 e do TSE de Junho de 2026. As entrevistas ocorreram em áreas de fluxo, em pontos sorteados aleatoriamente no estado.

A pesquisa não traz simulações de segundo turno. Os dados mostram, no entanto, um eleitorado ainda pouco definido para o governo na pergunta espontânea, um Senado com quase metade de indecisos no voto estimulado e uma polarização presidencial no Rio entre Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro, com vantagem estreita do primeiro e rejeição mais alta do segundo.

Fonte: Diário do Poder