O governador Jerônimo Rodrigues (PT) descartou afastar o Secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, citado pela Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligadas ao Banco Master.

Enteado de Jaques Wagner (PT/BA) citado no escândalo Banco Master / Credcesta, Eduardo Mendonça Sodré Martins, continua no governo Jerônimo Rodrigues (PT).

Publicado em: 30/06/2026 00:222,8 Min. de Leitura

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) descartou afastar o Secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, citado pela Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligadas ao Banco Master.

Questionado na segunda-feira (29), durante agenda do VLT em Salvador, Jerônimo Rodrigues (PT) disse que não tomará decisão “sem motivação concreta e provas” e resumiu a posição do governo com a frase que virou munição política: “não há julgamento”.

A declaração de Jerônimo Rodrigues (PT) governador da Bahia, que “o único erro de Jaques Wagner (PT) é cuidar dos pobres” ganhou repercussão nas redes sociais e abriu espaço para uma enxurrada de críticas aos 20 anos de PT na Bahia.

A declaração de Jerônimo Rodrigues (PT) governador da Bahia, que “o único erro de Jaques Wagner (PT) é cuidar dos pobres” ganhou repercussão nas redes sociais e abriu espaço para uma enxurrada de críticas aos 20 anos de PT na Bahia.

Na prática, o Palácio de Ondina decidiu bancar Eduardo Mendonça Sodré Martins, mesmo com o nome dele aparecendo em documentos da investigação que sacudiu o PT baiano. O caso ganha peso porque Eduardo Mendonça Sodré Martins não é um nome qualquer dentro do tabuleiro petista. Ele é enteado do senador Jaques Wagner (PT/BA), foi nomeado secretário em janeiro de 2023 no governo Jerônimo Rodrigues (PT) e, segundo reportagem da Folha, chegou ao cargo com forte lastro familiar, ligado a Jaques Wagner (PT/BA) e à mãe, Fátima Mendonça, ex-primeira-dama da Bahia.

A PF aponta que a BN Financeira, empresa ligada à esposa de Eduardo Mendonça Sodré Martins, Bonnie Bonilha, recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações, firma vinculada à operação CredCesta e ligada ao empresário Augusto Ferreira Lima, o ‘Guga Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Flávia Peres lançou uma organização filantrópica ao lado do seu esposo, sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima, o ‘Guga Lima’ o homem  do Credcesta e dos Consignados.

Os investigadores também citam planilhas com pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões a “Dudu”, apelido que, segundo a apuração, corresponderia ao secretário.

A linha que liga Sodré ao escândalo ainda passa pelo pai dele, o publicitário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como ‘Guiga‘, apontado como amigo de longa data de Jaques Wagner (PT/BA) e também alvo da Operação Compliance Zero.

A origem baiana do caso Banco Master passa pela venda da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), pela criação do CredCesta e pela aproximação de Augusto Ferreira Lima, o ‘Guga Lima com o núcleo político de Rui Costa (PT/BA) e Jaques Wagner (PT/BA), quando o cartão consignado ganhou força entre servidores, aposentados e pensionistas do Estado.

As defesas negam irregularidades, e Jerônimo Rodrigues (PT) insiste que não há decisão formal para afastamento e mais, politicamente, o desgaste já bateu na porta do governo petista.

Gilmar Mendes alerta Lula o “Joe Biden Brasileiro” sobre atuação do TSE nas eleições e desgaste do Banco Master desde sua gênese na Bahia com Credcesta e Jaques Wagner (PT/BA) com Rui Costa (PT/BA)

Fonte: TVS1