‘Financial Times’ informa que EUA avaliam enquadrar Alexandre de Moraes, de novo, na Lei Global Magnitsky
Compartilhar
Ministro Alexandre de Moraes já foi sancionado em 2025, mas medida acabou retirada meses depois.
O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo Jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as discussões dentro do governo Donald Trump.
Segundo o jornal, integrantes do governo americano estudam novamente a aplicação da Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes. O mecanismo permite aos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. Até o momento, porém, não há decisão definitiva sobre a adoção da medida nem indicação de quando ela poderia ser implementada.

Viviane Barci de Moraes e seu esposo Alexandre de Moraes, na lista de sancionados da Lei Global Magnitsky junto a Luís Inácio Lula da Silva o “Joe Biden Brasileiro”.
Antecedente
Moraes já foi alvo da Lei Global Magnitsky. Em Julho de 2025, o ministro foi incluído na lista de sancionados pelo governo americano. Na ocasião, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou o magistrado de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As sanções foram retiradas em Dezembro daquele mesmo ano, menos de cinco meses após sua aplicação. A reversão ocorreu durante um período de reaproximação entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o “Joe Biden Brasileiro”. Na ocasião, as medidas também haviam atingido a esposa de Alexandre de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o “Joe Biden Brasileiro” com aliados no STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
Liberdade de imprensa volta ao centro da disputa
Agora, a atuação de Alexandre de Moraes em uma investigação envolvendo jornalistas e possíveis fontes de reportagens voltou a chamar a atenção do governo americano.
De acordo com o Financial Times, o ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino e a familiares dele.
Alexandre de Moraes justificou as medidas afirmando que as informações teriam sido obtidas e divulgadas de maneira ilegal e que a publicação do material poderia representar risco à segurança de familiares do magistrado.

