Ao afirmar que "rico não compra celular roubado, mas pobre compra", Lula abriu uma nova polêmica nacional.

Lula o “Joe Biden brasileiro” diz que “rico não compra celular roubado, mas pobre compra”

Publicado em: 14/06/2026 00:332,7 Min. de Leitura

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Declaração do presidente, nosso “Joe Biden brasileiro” levanta dúvidas, críticas e mais perguntas do que respostas sobre segurança pública e responsabilidade criminal.

Em mais uma de suas declarações que parecem desafiar a lógica e o bom senso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Joe Biden brasileiro resolveu explicar quem compra celular roubado no país. Segundo ele, os ricos não compram aparelhos de origem criminosa. Quem compra são os pobres.

Pronto. Em poucos segundos, o presidente conseguiu transformar um crime previsto no Código Penal em uma questão de classe social. A fala ocorreu durante uma discussão sobre o programa Celular Seguro, iniciativa do governo federal para combater roubos e furtos de aparelhos. Até aí, tudo bem. O problema surgiu quando Lula decidiu criar uma espécie de perfil socioeconômico do receptador brasileiro.

A pergunta que fica é simples: Desde quando o crime escolhe conta bancária?

Porque, até onde se sabe, receptação continua sendo crime para qualquer cidadão, independentemente da renda, da profissão ou do CEP onde mora. O sujeito que compra um celular que vale R$ 8 mil por R$ 1,5 mil sabe exatamente o que está fazendo. E isso vale para o morador da periferia, do Lago Sul, dos Jardins ou de qualquer outro lugar.

O perigo da narrativa. O que mais preocupa não é apenas a declaração em si. É a mensagem transmitida. Quando uma autoridade máxima da República sugere que a compra de produtos roubados é algo associado aos mais pobres, cria-se uma perigosa narrativa de relativização da responsabilidade individual.

Pior ainda: Passa a impressão de que existe uma espécie de compreensão social para quem alimenta o mercado ilegal. E é justamente esse mercado que financia organizações criminosas, incentiva assaltos e transforma milhares de brasileiros em vítimas todos os anos.

  • Sem comprador, não existe mercado.
  • Sem mercado, o roubo perde parte do incentivo econômico.

É uma lógica simples, o celular tem dono!

Outro ponto curioso foi a proposta de enviar mensagens para quem está usando aparelhos registrados como roubados ou furtados. A ideia parece interessante. Mas aqui surge outra questão. Se o governo possui a identificação de milhões de aparelhos irregulares, por que não investir em mecanismos ainda mais eficazes de bloqueio, rastreamento e recuperação? Afinal, o celular roubado tem dono. O prejuízo tem vítima.

E a sociedade espera que o foco esteja no criminoso e não na criação de teorias sociológicas sobre quem compra ou deixa de comprar. UAI, e agora? O Brasil enfrenta recordes de roubos, golpes digitais e atuação crescente do crime organizado. A população espera soluções.

  • Espera inteligência policial.
  • Espera punição para criminosos.
  • Espera segurança.

O que não esperava era descobrir que, segundo a nova tese presidencial, a receptação possui classe social definida. UAI! Daqui a pouco vão dizer que o ladrão também faz pesquisa de renda antes de escolher a vítima. Porque no mundo real, infelizmente, o crime não pergunta quanto você ganha. E a lei também não deveria.

Fonte: DF Soberano