Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” fala em ‘acabar com a polícia’, ao criticar milícia durante debate
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Candidato à reeleição, Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” fala em ‘acabar com a polícia’, ao criticar milícia durante debaterespondia sobre retomada de territórios dominados pelo crime organizado.
Ao tratar de sua proposta para o tema “retomada de territórios” dominados pelo crime organizado no debate presidencial da TV GLOBO, na noite de sexta-feira (23), o presidente Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” afirmou que criará o Ministério da Segurança Pública e seu governo vai “acabar com a polícia e deixar o território livre”.

A fala que foi alvo de críticas da oposição foi resultado do questionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), que questionou por que Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” resiste em classificar como terrorista as facções criminosas que têm dominado territórios com violência pelo País. E o presidente petista acusava seu adversário de querer entregar a segurança pública do Brasil ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já classificou as facções PCC e Comando Vermelho como terroristas.

“Ele quer entregar para o Donald Trump. Eu vou dizer uma coisa: Aprovada a PEC de Segurança, eu vou criar Ministério e aí você vai ver o que é o governo acabar, sabe? Com a polícia e deixar o território livre. Você vai ver a gente colocar em prática, de verdade, para o trabalhador, segurança, para o bandido, cadeia; para o trabalhador, proteção, para o bandido, cadeia”, respondeu Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro”.
Na mesma resposta, o candidato à reeleição disse como pretende usar o Ministério da Segurança Pública: “Para fortalecer a Polícia Federal, fortalecer a Polícia Rodoviária Federal e acabar com essa bandidagem de miliciano e de narcotráfico aqui no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro”. E reforçou acusações de aliança do grupo político de seu adversário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com milicianos e o narcotráfico. “E você sabe que eu vou acabar. Porque vocês não conseguiram acabar. Vocês se associaram a essa gente aqui no Rio de Janeiro”, atacou Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro”.

Reação
Em outro bloco, Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” ignorou questionamentos de Flávio Bolsonaro (PL) sobre ele ter falado em “acabar com a polícia”. E, nas redes sociais, o vice da chapa do PL, deputado federal Alfredo Gaspar, reagiu: “Era só o que faltava. Depois de deixar o crime organizado tomar conta do país, agora quer acabar com a polícia. Vai fechar com 100% dos votos da bandidagem!”.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) também criticou a fala de Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro”: “Os brasileiros já não aguentam mais tanta insegurança e impunidade, e o Lula em vez de condenar a bandidagem, fala em acabar com a polícia”.


Caso Ana Clara
No início da resposta do mesmo bloco, Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” havia questionado por que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou como advogado para evitar o julgamento de “um policial assassino”, como Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” chamou o réu Bruno Dias Delaroli, que atirou com fuzil na menina de 5 anos, Ana Clara, e não o submetido a júri popular, remarcado para 2027. O petista lembrou que Cristiane Gomes da Silva, mãe da vítima, estava na plateia do debate, após perder a filha baleada quando brincava na porta de casa na comunidade de Monan Pequeno, em Niterói (RJ), em fevereiro de 2021.
Flávio Bolsonaro (PL) falou diretamente para Cristiane, para lamentar a morte de sua filha. Mas a chamou de Ana Clara e foi alertado de imediato pela mãe de que a menina já morreu. Ele atribuiu o caso a uma troca de tiros numa comunidade dominada pelo tráfico de drogas. E foi chamado de “mentiroso” e “monstro” por Cristiane, quando o candidato disse querer ajudá-la a solucionar o caso e identificar quem realmente atirou e matou Ana Clara.
“Ana Clara, eu quero falar para a senhora, prestar de verdade a minha solidariedade por uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e uma filha de 12. Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada, que a senhora sabe que tem o tráfico de drogas aí. E eu, o que eu estou fazendo é fazendo com que… eu quero ajudar a senhora inclusive a saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda”, disse Flávio Bolsonaro (PL), durante o debate.
A perícia oficial já identificou que o tiro fatal saiu do fuzil do policial e testemunhas afirmaram não haver confronto no momento do crime. E o réu chegou a ser preso em flagrante e responde em liberdade, após ser solto em novembro de 2021.


