Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ao lado do presidente Lula.

Órgão eleitoral acusa Gustavo Petro por fraude e propina para beneficiar esquerda

Publicado em: 28/05/2026 00:111,9 Min. de Leitura

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Há provas de voos ocultos e propina sindical na campanha presidencial.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia abriu uma investigação formal contra o presidente esquerdista Gustavo Petro. A acusação aponta que a campanha presidencial de 2022 ultrapassou os limites orçamentários estabelecidos pela legislação do país.

As auditorias do órgão eleitoral indicam uma omissão de gastos superior a 5,3 bilhões de pesos colombianos, o equivalente a cerca de 925 mil dólares. O teto legal de financiamento de campanha teria sido violado tanto no primeiro quanto no segundo turno do pleito.

De acordo com o relatório fiscalizador, a campanha de Gustavo Petro deixou de registrar aportes financeiros significativos vindos de sindicatos. Entre os repasses ocultados estão verbas da Federação Colombiana de Educadores (FECODE) e de um sindicato de trabalhadores da petroleira estatal Ecopetrol.

Também foram identificadas irregularidades no pagamento e na declaração de voos privados utilizados pelo então candidato. O atual presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa, que atuou como gerente da campanha na época, também é alvo direto da investigação do CNE. A denúncia do CNE soma-se a outros episódios de suspeitas financeiras que cercam o mandato do líder de esquerda.

Gustavo Petro

Em julho de 2023, o próprio filho do presidente, Nicolás Petro, confessou à Justiça ter recebido recursos de um narcotraficante para inflar eventos políticos do pai na região do Caribe.

Nicolás Petro responde formalmente pelo crime de lavagem de dinheiro. Em pronunciamento público e por meio de suas redes sociais, Gustavo Petro reagiu de forma agressiva à decisão institucional, classificando a fiscalização do órgão eleitoral como o início de um suposto Golpe de Estado”.

Ele convocou seus apoiadores a realizarem mobilizações nas ruas. Diferente do sistema eleitoral brasileiro, o CNE colombiano possui natureza administrativa e não tem o poder direto de cassar o mandato do chefe de Estado, limitando-se à aplicação de multas econômicas.

Contudo, as provas colhidas pela entidade podem ser encaminhadas à Comissão de Acusações da Câmara dos Deputados para a abertura de um eventual julgamento político contra o presidente.

Fonte: Diário do Poder