Daniel Vorcaro e o senador Jaques Wagner (PT/BA), que, de acordo com a representação na peça, serve como garoto de recados.

PT pede e Justiça Eleitoral censura ao site MasterWhats na Bahia baseada em mensagens já tornadas públicas pela imprensa e por processos judiciais sobre diálogos da Lava Jato datados de 2016

Publicado em: 23/09/2026 00:173 Min. de Leitura

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Ação petista alegou a mentira de que o site divulgava “diálogos inexistentes” entre Jaques Wagner e Daniel Vorcaro.

O PT da Bahia acionou a Justiça Eleitoral para censurar o Site MasterWhats, plataforma que reunia, em interface semelhante à do WhatsApp, mensagens já tornadas públicas pela imprensa e por processos judiciais sobre diálogos da Lava Jato datados de 2016, envolvendo Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro” e o senador Jaques Wagner (PT/BA), também investigado por suas relações com o ex-banqueiro fraudador Daniel Vorcaro e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima.

Jaques Wagner (PT/BA) e os aliados que o sucederam no governo da Bahia nomearam praticamente todos os titulares dos tribunais estaduais. O Site MasterWhats foi tirado do ar. Usar a Justiça Eleitoral para retirar do ar informações de origem pública, mesmo quando a petição erra o conteúdo e mesmo após pedido de desistência, transforma o tribunal em instrumento de censura seletiva em período eleitoral.

A Constituição garante liberdade de expressão e o direito de receber informações. Cercear o acesso a documentos e reportagens já conhecidos, sob o pretexto falso de “conversas que nunca existiram”, ofende ambas as garantias.

Flávia Peres lançou uma organização filantrópica ao lado do sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima.

Senador Jaques Wagner (PT/BA), do PT da Bahia, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, homem do Credcesta e dos consignados.

Violência revoltante

A página foi derrubada na segunda-feira (21), apesar de a ação judicial ter sido baseada na mentira de que a plataforma divulgava diálogos entre Jaques Wagner (PT/BA) e Daniel Vorcaro. A coligação chegou a pedir desistência da ação, mas a Justiça Eleitoral, em vez de reconhecer o erro abusivo, manteve a censura.

As mensagens atribuídas a Jaques Wagner (PT/BA) estavam na aba de Lula (PT) o “Joe Biden Brasileiro e reproduziam interceptações telefônicas de 2016, sem qualquer relação com o atual escândalo do Banco Master. O criador do site, Lucas Matheus Alves, declarou que o projeto apenas centralizava conteúdo já divulgado por veículos de imprensa e que não foi notificado antes do bloqueio. Era um trabalho de transparência. Tiraram sem explicação. É revoltante”, disse ele.

Censura protege enrolados

O eleitor tem o direito de ver o material, julgar sua relevância e decidir sozinho não de ter a decisão tomada por liminar que some o site sem contraditório efetivo. O episódio se insere em um padrão mais amplo: a Justiça Eleitoral tem sido acionada para interromper a circulação de conteúdos inconvenientes a campanhas, em vez de se limitar à propaganda irregular ou à desinformação comprovada.

Quando um site que replica o que a imprensa já publicou é apagado por ordem judicial, o que se protege não é a lisura do pleito, mas o conforto de quem prefere que certos fatos não circulem. Liberdade de expressão não é privilégio de quem está no poder. Direito à informação não é favor concedido pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Diário do Poder