“Antônio falava abertamente sobre o filho do rapaz. Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’ e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos. Citou o nome diversas vezes a mim e a parceiros comerciais, inclusive em reuniões de diretoria”, detalhou o ex-funcionário ao Metrópoles.

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” se jactava de ligação a Lulinha para fechar negócios

Publicado em: 04/02/2026 00:172,6 Min. de Leitura

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Denúncia é de ex-funcionário do “Careca do INSS”, segundo relator de site de notícias.

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, costumava citar o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), ao tratar com parceiros comerciais e fornecedores, segundo relato de um ex-funcionário.

De acordo com o depoimento, o “Careca do INSS” esbanjava uma suposta relação direta com Lulinha como forma de conferir prestígio e influência política aos seus negócios, especialmente em tratativas envolvendo a área da saúde e contratos com o governo federal.

Por segurança, a identidade da testemunha foi preservada. Segundo o relato, o ex-funcionário teria sofrido ameaças do lobista em junho de 2025, após o avanço das investigações.

“Antônio falava abertamente sobre o filho do rapaz. Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’ e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos. Citou o nome diversas vezes a mim e a parceiros comerciais, inclusive em reuniões de diretoria”, detalhou o ex-funcionário ao Metrópoles.

Em depoimento à PF, a testemunha afirmou que o “Careca do INSS” dizia pagar uma “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha, além de ter antecipado cerca de R$ 25 milhões, valor cuja moeda não foi especificada, relacionados a dois projetos estratégicos: O chamado Projeto Amazônia e um Projeto de Teste de Dengue.

“Antônio me disse que ele pagava uma mesada de 300 mil e que antecipou 25 milhões em função do Projeto Amazônia e Projeto Teste de Dengue. Comentou que algumas vezes encontrava Lulinha em São Paulo e no Distrito Federal”, relatou.

Como mostrou a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a CPMI do INSS aprofundou a investigação e vota quebra de sigilos de Lulinha. Diálogos obtidos pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS, revelam ainda que o lobista transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Lulinha. Em uma das mensagens, o “Careca do INSS” justificou a transferência dizendo que o valor era para “o filho do rapaz”.

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e intermediária na relação com o “Careca do INSS”

Para a Polícia Federal, Roberta Luchsinger integra o núcleo político do esquema comandado pelo “Careca do INSS“. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em abril de 2025, ela teria mantido contato com o lobista, segundo os investigadores.

Mensagens apreendidas mostram que Roberta Luchsinger chegou a alertar o “Careca do INSS” de que a PF havia apreendido um envelope “com nome do nosso amigo”, demonstrando preocupação com a possível divulgação do vínculo.

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e intermediária na relação com o “Careca do INSS”

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e intermediária na relação com o “Careca do INSS”

Fonte: Diário do Poder